Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen R. Covey

E estamos quase chegando ao final do projeto de leitura do blog! Mês que vem teremos o post do último livro e, portanto, hoje é dia do penúltimo: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen R. Covey. E a primeira coisa que eu tenho a dizer é que esse é muito mais um livro de desenvolvimento pessoal do que de produtividade. E isso me frustrou um pouco. Não estou dizendo que o livro é ruim, pelo contrário, é ótimo. Simplesmente é diferente do que eu esperava, o que não quer dizer que não tenha sido uma leitura enriquecedora.

Durante a maior parte do livro eu fiquei pensando como seria o post porque, afinal de contas, esse não é um blog literário e para mim não faria sentido abordar aqui sobre um livro que não pudesse agregar conhecimento no tema de organização/produtividade.

Mas existem dois pontos em que eu me basei para escrever o post: o primeiro é que, apesar de o conteúdo do livro ter um viés muito mais amplo do que apenas falar sobre produtividade, ao terminar a leitura e refletir sobre ela, eu cheguei a conclusão de que, alguns dos hábitos, especialmente os três primeiros, podem ser aplicados também no campo específico da produtividade. E o outro ponto é que o Hábito 3, que fala sobre gerenciamento pessoal, é uma aula sobre produtividade e reforça muitas coisas que eu já disse inúmeras vezes por aqui.

Então, mesmo que a abordagem do livro fale de eficácia no contexto de desenvolvimento pessoal e apenas alguns dos hábitos possam ser aplicados de forma mais direta no tema produtividade, quero listar os 7 hábitos, já que é o conteúdo primordial do livro.

  • Hábito 1: Seja proativo – Princípios da Visão Pessoal
  • Hábito 2: Comece com o objetivo em mente – Princípios da Liderança Pessoal
  • Hábito 3: Primeiro o mais importante – Princípios do Gerenciamento Pessoal
  • Hábito 4: Pense ganha/ganha – Princípios da Liderança Interpessoal
  • Hábito 5: Procure primeiro compreender, depois ser compreendido – Princípios da Comunicação Empática
  • Hábito 6: Crie Sinergia – Princípios da Cooperação Criativa
  • Hábito 7: Afine o instrumento – Princípios da Autorrenovação Equilibrada

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Foto de Bethany Cirlincione em Unsplash

Dá para ver como os três primeiros hábitos podem ser tranquilamente interpretados em termos de produtividade? Vamos falar um pouco de cada um deles.

O primeiro hábito trata da proatividade, mas não apenas naquele sentido comum de tomar a iniciativa. Proatividade aqui se trata da liberdade de escolha que todo ser humano tem e como essa liberdade nos torna responsáveis por nossas próprias vidas e escolhas. Nosso comportamento é resultado das decisões que tomamos. Precisamos assumir o compromisso de fazer as coisas acontecerem. Essas palavras tem um ar meio de autoajuda, mas no contexto da produtividade/organização, é mais que válida a ideia que, antes de querer encontrar uma técnica ou método para ser mais produtivo, você precisa realmente querer isso, se comprometer e entender porque é importante para você. Se você só usar técnicas e metodologias, de forma superficial e sem um mínimo de reflexão, são grandes as chances de não obter o resultado esperado. Isso também tem haver com assumir e manter compromissos (tanto internos quanto com terceiros) e de definir metas e trabalhar para atingi-las.

O segundo hábito, por si só já deixa clara sua relação com o tema produtividade.  Eu já falei inúmeras vezes por aqui sobre a importância de manter sempre em mente nossos objetivos. É um grande fator motivacional e um antídoto contra a procrastinação, principalmente quando estamos diante daquelas tarefas chatas, cansativas ou muito complicadas. Claro que, para isso, você precisa saber porque exatamente você faz as coisas que faz. Qual a justificativa por trás de cada tarefa sua?

No livro, a explicação sobre o hábito 2 menciona diversos outros pontos relevantes. Fala sobre a importância de definir uma missão pessoal ou mesmo um grande objetivo de longo prazo, que te ajude a identificar prioridades e tomar decisões no dia a dia, mantendo-se alinhado com esse objetivo. Fala também que qualquer coisa que fazemos é feitas em dois níveis: primeiro na mente e depois de forma física. Ou seja, tudo que fazemos se origina de uma ideia, de um pensamento. Tudo que fazemos nos primeiros visualizamos em nossa mente como fazer, mesmo que de forma inconsciente. Isso implica também em planejamento antes da ação.

Os conceitos ligados ao hábito três são a base de muitas atitudes, técnicas e comportamentos que sustentam uma vida produtiva, já que ele trata de gerenciamento pessoal. Para começar, ele fala sobre a importância de ter prioridades, ou seja, fazer o mais importante primeiro. Aqui é explicada detalhadamente a aplicação da Matriz de Eisenhower (que eu ensinei como funciona neste post sobre prioridades). Para quem não conhece, trata-se de uma ferramenta que divide todas as suas tarefas em 4 tipos: urgentes e importantes, não urgentes e importantes, urgentes e não importantes e não urgentes e não importantes.  Não vou explicar em detalhes aqui como usar porque tem essa informação nos posts linkados, mas a imagem aqui embaixo já ajuda a entender porque é algo bem intuitivo.

Matriz de Eisenhower Matriz urgente importanteExemplo de uma Matriz de Eisenhower (adaptado de LP Produtividade e James Clear)

É explicado também sobre as quatros gerações da administração do tempo: a primeira se baseava em lembretes e listas, com o objetivo de não nos esquecermos das coisas que precisavam serem feitas e organizá-las minimamente. Na segunda geração surgiram os calendários e agenda, em uma tentativa de planejar minimamente o futuro. A terceira geração trouxe o conceito de prioridades, de estabelecer metas e de se planejar diariamente. A quarta geração, defendida pelo livro, usa todas as ferramentas das gerações anteriores, mas argumenta que não se trata de administrar o tempo ou as coisas que precisam ser feitas: é preciso considerar a dimensão humana, se não corre-se o risco de nenhuma das ferramentas anteriores funcionar devidamente porque não se leva em conta a individualidade e as necessidades de cada um.

Fiquei muito feliz lendo essa parte porque reflete muito o que eu acredito: produtividade é mais do que métodos, técnicas e ferramentas; é mais do que tentar arranjar mais tempos para fazer mais coisas e não parar nunca. Repetindo o que eu disse no post de duas semanas atrás: produtividade é sobre encontrar o melhor caminho para atingir seus objetivos sem se sobrecarregar, é sobre equilibrar as coisas de forma saudável e não trabalhar incessantemente sem descanso.

Esse hábito fala ainda sobre como se organizar e se planejar para lidar com as tarefas que são urgentes mas não são importantes a fim de conseguir se dedicar ao que é de fato importante; fala sobre a necessidade de aprender a dizer não para que isso seja possível e sobre o quanto saber delegar facilita esse processo. O livro como um todo foi uma excelente leitura, apesar de não ser exatamente o que eu esperava em termos de falar mais especificamente sobre produtividade. Mas esse capítulo em especial é meio que um compilado das ideias mais importantes sobre como se tornar uma pessoa mais produtiva e, reforçando, não no sentido de ser mais ocupado.

De forma geral, é uma leitura que eu recomendo. Alguns trechos são um pouco cansativos e outros pontos abordam conceitos que não se encaixam no meu modo de ver a vida, mas ainda é uma leitura que agrega muito conhecimento e permite muitas reflexões úteis e valiosas.

Me contem, alguém já leu esse livro? Ele é bem conhecido, então muitos já devem ter lido. E quem ainda não leu, ou não conhecia, o que achou do conteúdo?

Até mais,

Juliana Sales

9 comentários sobre “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen R. Covey

  1. Os hábitos 2 e 3 eu já os utilizo e me ajudam bastante. Agora preciso inserir aos poucos os demais, pois eles são de fundamental importância para nosso êxito. Mais um post que irá me ajudar muito,fiquei feliz!!!

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  2. Achei muito interessante o hábito 5 “procure compreender primeiro para depois ser compreendido”, acho que é uma visão que amplia os horizontes não apenas em relação à produtividade, mas também em outras questões do cotidiano.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Eu não li, mas já ouvi falar do livro e acho uma leitura muito interessante e válida.
    Sempre procura manter em mente meus objetivos e outra coisa sempre vou primeiro pelas prioridades. Gostei de todos os hábitos e preciso tentar colocar mais em meu dia-a-dia.

    bjs

    Curtido por 1 pessoa

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