Organize seu conhecimento: conheça o conceito de “Segundo Cérebro”

Vocês que costumam me acompanhar por aqui já devem saber que eu leio e pesquiso bastante sobre produtividade e organização; acima de tudo é um assunto que eu gosto e me interesso. Então estou sempre descobrindo coisas novas, técnicas, ferramentas, teorias e metodologias. Desde que eu me deparei com o conceito de “segundo cérebro“, quando conheci o método PARA, senti um interesse imediato pelo assunto. Inicialmente eu associei o conceito com a ideia de materiais de referência do GTD. Mas me parece que vai além disso, porque o Tiago Forte (criador do PARA e do conceito de segundo cérebro) não fala apenas de armazenar informações importantes, mas armazená-las de uma forma que permita de fato que o conhecimento que você acessa/adquire/acumula seja transformado em “alguma coisa”, seja aplicado, colocado em uso.

Eu não tenho o conhecimento completo sobre o assunto, já que não fiz o curso do Tiago, mas consumi todo o conteúdo gratuito dele, além de pesquisar outras pessoas que falam sobre o tema, apresentando sua própria versão (que é mais ou menos o que estou fazendo aqui) e pesquisei também temas relacionados, como gestão de conhecimento pessoal (PKM – Personal Knowledge Management).

O Tiago fala uma coisa interessante em um dos artigos dele, que um segundo cérebro não é algo que você tem ou não tem. Ele é um sistema para gerenciar seu conhecimento e, de uma forma ou de outra, todos nós fazemos isso, já que estamos constantemente capturando, organizando e expressando informação e conhecimento. Estamos o tempo todo expostos a uma enxurrada de informações (excesso de informação) e, ainda que de um modo instintivo, usamos uma forma de segundo cérebro sempre que acessamos nosso e-mail, lemos um livro, ouvimos um podcast, estudamos alguma coisa e depois usamos a informação obtida em algum momento futuro. Por isso, pode-se dizer que a construção do segundo cérebro é, na verdade, a estruturação e organização de um processo já existente.

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Conceitos Básicos: Gestão do Tempo

Gestão do tempo, administração do tempo, gerenciamento do tempo. Qualquer que seja o termo usado, o sentido é o mesmo, em inglês time management, onde o verbo to manage pode ser traduzido como gerir, gerenciar, administrar. Independente do verbo escolhido, a ideia que se quer passar é que gestão do tempo ou time management é coordenar o tempo, definindo de que forma esse recurso será usado.

Gestão do tempo é um termo um pouco controverso no universo da organização e produtividade. Há quem não goste de usar essa expressão, alegando que não é possível gerenciar o tempo já que não podemos controlá-lo, não podemos criar tempo. Isso pra mim é apenas uma questão de linguagem. É óbvio que não se pode lidar com o tempo da mesma forma que lidamos com outros recursos, então gerenciamento do tempo se refere à forma como gerenciamos o uso que fazemos dele. Pode-se dizer que estamos gerenciando nossas atividades, nossas prioridades, nossa energia, mas no fundo o que estamos fazendo mesmo é cuidando da forma como o tempo está sendo usado. Poderíamos chamar de gestão do uso do tempo, mas, outra vez, é só uma questão de linguagem, o sentido é o mesmo.

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Hábitos Atômicos, James Clear – parte 2

Continuando o assunto do post anterior, hoje vamos concluir o resumo do conteúdo do livro Hábitos Atômicos e falar sobre as duas últimas leis desenvolvidas por James Clear em seu modelo das quatro leis da mudança de comportamento que se baseia nos quatro estágios do ciclo do hábito. 

Antes de falar sobre a 3ª e a 4ª leis, vamos relembrar a primeira parte do conteúdo do livro, apresentada no post da semana passada:

  • O ciclo do hábito é composto por quatro estágios: estímulo – desejo – resposta – recompensa. Um hábito começa por causa do estímulo, que gera um desejo representado pela motivação para agir. A resposta ao estímulo é a ação, o hábito em si, e a recompensa é o que faz com que o ciclo se repita e o hábito se consolide. Sem qualquer desses estágios, um hábito não se forma, nem os bons e nem os ruins.
  • A 1ª lei é: Torne-o claro. Ela tem relação direta com o estímulo. É sobre deixá-lo em evidência, destaca-lo, facilitando com que ele seja percebido e, por consequência, favorecendo o início do ciclo do hábito. Sua inversão, para se livrar de um mau hábito, é: torne-o invisível; se trata de esconder o estímulo, minimizando-o ou eliminando.
  • A 2 ª lei é: Torne-o atraente. Ela se refere ao desejo e fala sobre trabalhar a motivação e tornar o desejo forte o suficiente para incentivar a ação/resposta, que é o próprio hábito. Para eliminar um hábito (inversão da lei), o objetivo é torná-lo desinteressante.

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Hábitos Atômicos, James Clear – parte 1

O post de hoje é mais um daqueles que eu venho compartilhar com vocês uma dica de leitura sobre produtividade, organização e assuntos similares. Para ver todos os livros sobre os quais eu já falei aqui no blog é só selecionar a categoria “Livros” ali no menu lateral (ou no final da página se você estiver no celular). E o livro de hoje é Hábitos Atômicos, de James Clear. O tema central do livro é, como o nome indica, sobre como se formam os hábitos e como eles impactam nossa vida tanto positiva quanto negativamente.

O livro é composto por 20 capítulos e dividido em 6 partes além da Conclusão e do Apêndice ao final: Fundamentos, A 1ª Lei, A 2ª Lei, A 3ª Lei, A 4ª Lei e Táticas Avançadas. A Introdução cumpre sua função aos nos apresentar a história de vida do autor rapidamente e mostrar a base do livro, que é um modelo de quatro passos de hábitos e as quatro leis de mudança de comportamento fundamentadas nesses quatro passos. O autor ressalta que tudo é construído a partir de estudos científicos das áreas de biologia, neurociências, filosofia e psicologia. Até por isso o conteúdo apresentado não é novo; lembra (e reforça) o loop do hábito apresentado por Charles Duhigg em sua obra O Poder do Hábito. Aqui temos a mesma base científica, que é complementada com novas informações e apresentada de uma forma diferente, mas mantendo a sua essência.

A parte de Fundamentos é composta por 3 capítulos e cada um deles fala um pouco sobre como os hábitos se formam. O conceito de “hábitos atômicos” é explicado, mostrando como pequenas atitudes, hábitos simples, se acumulam e resultam em mudanças significativas  a longo prazo. A ideia é que não é necessário fazer grandes mudanças e sim melhorar um pouquinho a cada dia. O problema é que esse resultado a longo prazo pode dificultar a adoção de bons hábitos, já que demoramos a ver a diferença e ao mesmo tempo favorece os maus hábitos, já que os danos também só serão visíveis a longo prazo.

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O que você faz para ser mais produtivo?

No começo da semana eu fiz uma pergunta lá no stories do Instagram: o que você faz para ser mais produtivo? A ideia veio de uma conversa com uma cliente, que durante o atendimento me perguntou: qual dica de produtividade faz mais diferença no dia a dia? Falando sobre isso, expliquei o que eu sempre digo para vocês, que tudo depende da rotina e da vida de cada um; a dica que mais fará diferença é aquela que vai resolver seu maior problema ou dificuldade em termos de produtividade. 

E eu pensei em fazer um post aqui no blog reunindo algumas dicas, mas não a partir do meu ponto de vista e sim de quem acompanha o meu conteúdo, então abri a caixa de perguntas no Instagram e também perguntei para algumas clientes e antigas clientes. Achei que ficaria legal por ter uma diversidade de respostas, mostrando visões diferentes, contando como é na prática a produtividade para cada um.

Vamos ver então algumas das respostas que eu recebi e falar um pouco sobre elas.

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