Organize seu conhecimento: conheça o conceito de “Segundo Cérebro”

Vocês que costumam me acompanhar por aqui já devem saber que eu leio e pesquiso bastante sobre produtividade e organização; acima de tudo é um assunto que eu gosto e me interesso. Então estou sempre descobrindo coisas novas, técnicas, ferramentas, teorias e metodologias. Desde que eu me deparei com o conceito de “segundo cérebro“, quando conheci o método PARA, senti um interesse imediato pelo assunto. Inicialmente eu associei o conceito com a ideia de materiais de referência do GTD. Mas me parece que vai além disso, porque o Tiago Forte (criador do PARA e do conceito de segundo cérebro) não fala apenas de armazenar informações importantes, mas armazená-las de uma forma que permita de fato que o conhecimento que você acessa/adquire/acumula seja transformado em “alguma coisa”, seja aplicado, colocado em uso.

Eu não tenho o conhecimento completo sobre o assunto, já que não fiz o curso do Tiago, mas consumi todo o conteúdo gratuito dele, além de pesquisar outras pessoas que falam sobre o tema, apresentando sua própria versão (que é mais ou menos o que estou fazendo aqui) e pesquisei também temas relacionados, como gestão de conhecimento pessoal (PKM – Personal Knowledge Management).

O Tiago fala uma coisa interessante em um dos artigos dele, que um segundo cérebro não é algo que você tem ou não tem. Ele é um sistema para gerenciar seu conhecimento e, de uma forma ou de outra, todos nós fazemos isso, já que estamos constantemente capturando, organizando e expressando informação e conhecimento. Estamos o tempo todo expostos a uma enxurrada de informações (excesso de informação) e, ainda que de um modo instintivo, usamos uma forma de segundo cérebro sempre que acessamos nosso e-mail, lemos um livro, ouvimos um podcast, estudamos alguma coisa e depois usamos a informação obtida em algum momento futuro. Por isso, pode-se dizer que a construção do segundo cérebro é, na verdade, a estruturação e organização de um processo já existente.

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Criatividade, produtividade e organização

Eu nunca me vi como uma pessoa criativa. Isso porque o senso comum diz que criatividade é fazer coisas inovadoras, diferentes, artísticas. Algo mais ligado às artes em geral – escritores, músicos, pintores. Mas o que eu percebi é que o conceito de criatividade pode ir além disso:  pode ser entendida também como o simples ato de criar.

Não lembro bem quando foi que eu comecei a me interessar pelo assunto, já que – mais uma vez pelo senso comum – por ser uma pessoa organizada eu seria alguém metódica, inflexível e zero criativa. E na realidade eu sempre acreditei nisso, e pensava que a criatividade precisa do caos e da liberdade para surgir. E quando falamos da criação artística acredito que talvez seja de fato assim. Mas o ponto aqui é falar de criar coisas, que é algo que todos nós fazemos todos os dias. Você está criando coisas quando pensa em qual look vai usar, quando testa alguma receita ou planeja seu menu semanal, quando se depara com algum problema e precisa encontrar a solução. São infinitas as situações do nosso dia a dia que nos fazem exercer a criatividade.

Eu comecei então a pesquisar sobre criatividade e organização, porque eu já sou organizada e queria também ser criativa, e essas duas coisas pareciam ser contraditórias. Muitos também acreditam que produtividade e criatividade são incompatíveis, já que uma fala de manter os pés no chão, focar e executar e a outra trata de abstrair, “viajar nas ideias”. E quanto mais eu pesquisava, mais eu passava a acreditar que as duas coisas caminham juntas sim.

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