Organizando o fluxo de informação digital: você conhece o método PARA?

Um tempinho atrás eu recebi um e-mail de um leitor do blog perguntando minha opinião sobre o método PARA. Até o momento em que eu recebi esse e-mail, nunca tinha ouvido falar desse método. Fui pesquisar e vi que ele foi criado por Tiago Forte e faz parte de um conceito/curso desenvolvido por ele que se chama “construindo um segundo cérebro”.

Esse curso fala de construir uma infraestrutura digital que nos permita lidar melhor com as toneladas de informação que consumimos todos os dias, de modo que essa informação nos ajude a desenvolver boas ideias, organizar o aprendizado e desenvolver a criativamente; é um método sistemático para capturar, organizar e expressar ideias. E o Tiago é um especialista em produtividade que fala muito sobre como a tecnologia pode ajudar os trabalhadores do conhecimento a melhorarem sua eficácia pessoal. 

Desde que eu o conheci,  tenho lido muito do conteúdo que ele produz e são ideias e conceitos muito interessantes. Por isso, achei que seria útil compartilhar por aqui o que eu aprendi sobre esse método PARA. Obviamente, você pode acessar toda a informação original no site do Tiago, o que estou trazendo aqui é apenas um apanhado de informações que eu traduzi e compilei.

Continuar lendo

Detox digital: por uma relação mais saudável com a tecnologia

Um tempo atrás eu fiz um post sobre tecnologia e produtividade, no qual eu disse que essa correlação era um dos temas que mais me interessava dentro da área de produtividade pessoal, principalmente porque a tecnologia é parte intrínseca da nossa vida e é praticamente impossível abrir mão dela; e mesmo que fosse possível eu não acredito que seria uma boa ideia.

Isso porque a tecnologia de forma geral, se bem usada, facilita muito nossa vida: a internet, por exemplo, é uma ferramenta indiscutivelmente útil para se comunicar, aprender, se divertir e muito mais. O ponto não é a tecnologia em si, e sim o uso que fazemos dela.

Naquele mesmo post eu falei sobre o conceito de detox digital: um processo no qual avaliamos nossa relação diária com a tecnologia e redefinimos a forma como a usamos, eliminando o que nos prejudica e potencializando o que traz benefícios. Ou seja, nos livrando de tudo que é inútil e aproveitando melhor o que tem valor e faz bem.

Continuar lendo

Tecnologia e produtividade

Semana passada eu falei aqui no blog sobre o livro “Comece pelo mais difícil“, escrito por Brian Tracy. A premissa básica do livro é apresentar 21 princípios que, segundo o autor, ajudam a gerenciar melhor nosso tempo e melhorar nossa eficácia pessoal – e por consequência nos tornar pessoas mais produtivas.

Durante a leitura um ponto que me chamou a atenção e me fez ter vontade de falar mais sobre foi a questão do quanto a tecnologia impacta na nossa produtividade. Esse é um dos temas relacionadas a produtividade que mais me interessa, até porque – usando um clichê – vivemos a era da tecnologia e o uso corriqueiro dela é a realidade predominante. E, por isso, acho importante buscar entender como essa situação interfere na nossa produtividade, tanto para o bem quanto para o mal.

Continuar lendo

Como você cuida da sua vida digital?

Há alguns dias, não me lembro se no Instagram ou no Facebook, li um post que falava sobre equilíbrio digital. Na verdade, não sei se o termo era exatamente esse, mas o texto falava sobre como precisamos avaliar a forma como estar online afeta o nosso dia, propondo uma reflexão no sentido de transformar o fato de estarmos o tempo todo. conectados em algo benéfico e proveitoso e não em uma situação ruim.

Eu já falei aqui no blog sobre como o excesso de informação nos prejudica e atrapalha nossa produtividade (já dei até uma entrevista sobre isso, que você pode conferir aqui). Não há como negar que vivemos na era da informação, tudo que queremos saber e até o que não queremos está a nossa disposição com um clique. E o volume de informação – útil ou não – é tão grande que está acima da capacidade do nosso cérebro de processar tudo devidamente.

As consequências são as mais diversas: cansaço mental, estresse, irritação, dores de cabeça, problemas de memorização, diminuição da capacidade de aprendizado, falta de criatividade e baixa produtividade. O fato de nossa mente estar o tempo todo processando alguma informação aumenta a chance de cometermos erros, tomar decisões precipitadas e chegar a conclusões erradas.

O equilíbrio digital passa, então, por reduzir a quantidade de informação que temos acesso e que nosso cérebro precisa processar. Eu falei bastante sobre isso no post que eu linkei lá em cima sobre o excesso de informação, mas resumidamente, o que podemos fazer para diminuir essa sobrecarga é:

  • definir e limitar a forma como a informação chega até nós. Estipule horários, limite as fontes, filtre o conteúdo.
  • priorizar, saber definir o que é um conteúdo útil, relevante e confiável de algo que não agrega em nada.

Equilíbrio digital para mim é usar a tecnologia de forma saudável. E dentro do excesso de informações temos as redes sociais, que talvez sejam um dos maiores ladrões de tempo da nossa sociedade bem como um dos maiores responsáveis pela sobrecarga de informação que sofremos.

Veja bem, eu não sou o tipo de pessoa que demoniza as redes sociais e acredita que a solução é excluir tudo e deixar de acessar. Claro que cada um sabe de si e eu entendo a necessidade que algumas pessoas tem de simplesmente excluir tudo. Mas, na minha realidade, isso não é solução. O uso das redes sociais é sim problemático, mas eu acho que o problema não é a rede social em si e sim o uso que fazemos dela.

laptopt mais planta

Foto de NordWood Themes em Unsplash

E quando eu falo de uso, não me refiro apenas a quantidade de tempo que passamos conectados mas também ao conteúdo que consumimos vindo das redes sociais. Acho que o ponto de equilíbrio é não usar o tempo que deveria ser gasto com coisas importantes e, quando estiver conectado, escolher que tipo de conteúdo estamos consumindo.

Por exemplo, eu vejo muito gente reclamando sobre o Facebook. Recentemente, na época das eleições, era quase insuportável rolar o feed e ver só opiniões extremas e de pessoas se sentindo donas da verdade. Mas a culpa é do Facebook? Claro que não! Eu deixei de usar o Facebook por isso? Também não. Eu apenas transformei o uso em algo que fosse agradável para mim. Hoje eu raramente vejo o meu feed no Facebook. Uso principalmente por conta dos grupos, onde tenho amigos que gosto de manter contato e também participo de vários com temas que me interessam e que tem muito material de estudo. E uso também para divulgação do blog. Fora isso, quase não sei o que acontece por lá. Criei uma lista específica para acompanhar as publicações dos meus amigos mais próximos e só.  E claro, as notificações no celular estão desativadas.

Faço de forma similar com o whatsapp. Vejo meus amigos reclamando que perdem muito tempo do dia respondendo mensagens por lá. E eu sempre me pergunto: mas gente, por que não desativam notificações? Por que não ficam offline? E a resposta sempre passa pela ideia de que alguém pode precisar falar com você e não conseguir.

Mas vocês percebem que somos nós mesmos que criamos essa situação? Se você responder sempre assim que uma mensagem chega, você está ensinando as pessoas que você está sempre disponível, a qualquer hora. E no momento em que você para de responder imediatamente, você também começa a mostrar para as pessoas que você não está disponível o tempo todo. Mais uma vez o problema não está no aplicativo e sim no uso que fazemos dele. Todos os meus grupos no whatsapp, exceto um, são silenciados. Leio as mensagens no máximo duas vezes por dia, as vezes apenas uma. As conversas pessoais abro em horários específicos. As pessoas sabem que eu só respondo na hora do almoço, no fim da tarde e no fim da noite. Se for algo urgente, elas já sabem que dificilmente irei ler a mensagem fora desses horários, então elas me contactam de outra forma. E eu nunca tive nenhum problema, nunca perdi nenhuma mensagem importante e nem deixei ninguém chateado ou irritado por ter demorado para responder.

Não estou dizendo que todo mundo precisa fazer como eu. Mas se as notificações constantes te incomodam, se você percebe que passa mais tempo nas redes sociais do que deveria, tem que parar de culpar as redes sociais e fazer algo para mudar.

Como eu disse, o conteúdo que você consome também faz parte de uma vida digital saudável, além do tempo que você passa conectado. Eu uso as redes sociais para, além de manter contato com amigos que estão longe, consumir conteúdo que me agregue e que me agrade. Eu não sigo pessoas/perfis/páginas que postam temas que não me interessam. Se algo ou alguém te irrita em qualquer rede social, pare de seguir, bloqueie, silencie. Não vale a pena se estressar por conta do que as outras pessoas publicam, vai por mim. Até porque cada um publica o que quer e você não é obrigado a consumir. Não é a pessoa que tem que parar de postar, é você que precisa parar de acessar conteúdo que não te agrada.

laptop computador mesa mouse celular cadeira teclado monitor

Foto de Nikolay Tarashchenko em Unsplash

Outro ponto relacionado ao bem estar digital, na busca por esse equilíbrio que eu estou falando, é a organização. Dos seus e-mails, dos seus arquivos, enfim, de tudo que você usa/acessa em seu computador ou celular. Manter sua caixa de e-mais em ordem evita que você perca tempo, se atrapalhe com suas mensagens e acabe esquecendo de algo importante. Manter seus arquivos em ordem facilita na hora de encontrar o que você quer, desde um relatório de trabalho até as fotos daquela viagem especial. E sem esquecer, é claro, da importância de ter um backup de tudo.

Acho importante falar também, no caso específico do celular, da quantidade enorme de aplicativos que baixamos e usamos. Queremos aplicativos para tudo e muitas vezes o aplicativo mais atrapalha do que ajuda. Assim como nos casos anteriores, é também uma questão de bom senso. O ponto não é não usar nenhum aplicativo nunca e sim usar de forma inteligente. Por exemplo, se você usa algum aplicativo para gerenciar suas tarefas mas acha que perde muito tempo com isso, não seria o caso de usar papel e caneta e anotar tudo mais rapidamente?

É inegável que hoje passamos a maior parte do dia conectados. Eu mesma passo grande parte do dia na frente de uma tela, seja por conta do trabalho, por causa do blog e até mesmo nos momentos de lazer (assistindo séries ou lendo e-books, por exemplo).  Como eu disse, ter uma vida digital saudável e equilibrada passa por dois pontos: quanto tempo você fica conectado e que tipo de conteúdo você consome. No meu caso, o conteúdo não é tanto um problema porque eu filtro bem o que e quem eu acompanho. Mas o tempo ainda é uma dificuldade.

Isso porque, apesar de todas as minhas notificações serem silenciadas e eu responder mensagens e e-mails apenas em horários específicos, eu ainda fico na frente no computador bastante tempo, trabalhando, estudando e cuidando das coisas com blog. E, como se não bastasse, eu ainda continuo nos momentos de lazer, como eu expliquei no parágrafo de cima. Tenho buscado tentar mudar isso ao menos nos momentos de lazer, já que eu não quero diminuir minhas horas de trabalho (que na realidade não são tantas assim) e nem abrir mão dos meus estudos e muito menos do que é relacionado ao blog.

Na realidade, eu não acho que no meu caso seja algo tão problemático porque, apesar de eu passar um bom tempo no mundo digital, esse tempo é usado de forma bem consciente. Mas, ainda assim, tenho sentido necessidade, de buscar incorporar no meu dia a dia mais atividades que não precisem de uma tela ou uma conexão com a internet para acontecer.

Me contem, como é a relação de vocês com a internet e o mundo digital de forma geral? Causam estresse ou vocês lidam bem? Acham que ficam tempo demais na frente de uma tela ou o problema não é o tempo que vocês ficam e sim o que fazem durante esse tempo?

Esse tópico tem tudo haver com produtividade, principalmente para quem precisa estar conectado para trabalhar. Me digam como vocês lidam com isso.

Até mais,

Juliana Sales

Organização e Produtividade: Ferramentas Analógicas vs Ferramentas Digitais

Eu já disse várias vezes por aqui e acho que não precisaria repetir, porque me parece bem claro, mas vamos lá: organização e produtividade estão completamente interligadas. Não vou afirmar categoricamente que é impossível ser uma pessoa produtiva em meio ao caos, porque se tratando desse assunto nada é tão preto no branco. Organização e produtividade são conceitos cuja aplicação é pessoal, ou seja, cada um sabe (ou deveria saber) o que funciona melhor para si.

Mas para mim, e acredito que para a maior parte das pessoas, organização é fundamental para manter-se produtivo. Então, muitas vezes, quando falamos de técnicas e métodos de produtividade, alguma das etapas envolverá cuidar da organização.

Como eu disse, quando se fala de metodologias de organização e produtividade, nossas escolhas devem sempre se basear no que funciona melhor no nosso dia a dia, aquilo que se adapta à nossa rotina e atende nossas necessidades. Podemos fazer uma grande divisão quando falamos do tipo de ferramentas que usamos para nos organizar e aplicar os métodos de produtividade: analógico versus digital.

Continuar lendo