Hábitos Atômicos, James Clear – parte 2

Continuando o assunto do post anterior, hoje vamos concluir o resumo do conteúdo do livro Hábitos Atômicos e falar sobre as duas últimas leis desenvolvidas por James Clear em seu modelo das quatro leis da mudança de comportamento que se baseia nos quatro estágios do ciclo do hábito. 

Antes de falar sobre a 3ª e a 4ª leis, vamos relembrar a primeira parte do conteúdo do livro, apresentada no post da semana passada:

  • O ciclo do hábito é composto por quatro estágios: estímulo – desejo – resposta – recompensa. Um hábito começa por causa do estímulo, que gera um desejo representado pela motivação para agir. A resposta ao estímulo é a ação, o hábito em si, e a recompensa é o que faz com que o ciclo se repita e o hábito se consolide. Sem qualquer desses estágios, um hábito não se forma, nem os bons e nem os ruins.
  • A 1ª lei é: Torne-o claro. Ela tem relação direta com o estímulo. É sobre deixá-lo em evidência, destaca-lo, facilitando com que ele seja percebido e, por consequência, favorecendo o início do ciclo do hábito. Sua inversão, para se livrar de um mau hábito, é: torne-o invisível; se trata de esconder o estímulo, minimizando-o ou eliminando.
  • A 2 ª lei é: Torne-o atraente. Ela se refere ao desejo e fala sobre trabalhar a motivação e tornar o desejo forte o suficiente para incentivar a ação/resposta, que é o próprio hábito. Para eliminar um hábito (inversão da lei), o objetivo é torná-lo desinteressante.

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Hábitos Atômicos, James Clear – parte 1

O post de hoje é mais um daqueles que eu venho compartilhar com vocês uma dica de leitura sobre produtividade, organização e assuntos similares. Para ver todos os livros sobre os quais eu já falei aqui no blog é só selecionar a categoria “Livros” ali no menu lateral (ou no final da página se você estiver no celular). E o livro de hoje é Hábitos Atômicos, de James Clear. O tema central do livro é, como o nome indica, sobre como se formam os hábitos e como eles impactam nossa vida tanto positiva quanto negativamente.

O livro é composto por 20 capítulos e dividido em 6 partes além da Conclusão e do Apêndice ao final: Fundamentos, A 1ª Lei, A 2ª Lei, A 3ª Lei, A 4ª Lei e Táticas Avançadas. A Introdução cumpre sua função aos nos apresentar a história de vida do autor rapidamente e mostrar a base do livro, que é um modelo de quatro passos de hábitos e as quatro leis de mudança de comportamento fundamentadas nesses quatro passos. O autor ressalta que tudo é construído a partir de estudos científicos das áreas de biologia, neurociências, filosofia e psicologia. Até por isso o conteúdo apresentado não é novo; lembra (e reforça) o loop do hábito apresentado por Charles Duhigg em sua obra O Poder do Hábito. Aqui temos a mesma base científica, que é complementada com novas informações e apresentada de uma forma diferente, mas mantendo a sua essência.

A parte de Fundamentos é composta por 3 capítulos e cada um deles fala um pouco sobre como os hábitos se formam. O conceito de “hábitos atômicos” é explicado, mostrando como pequenas atitudes, hábitos simples, se acumulam e resultam em mudanças significativas  a longo prazo. A ideia é que não é necessário fazer grandes mudanças e sim melhorar um pouquinho a cada dia. O problema é que esse resultado a longo prazo pode dificultar a adoção de bons hábitos, já que demoramos a ver a diferença e ao mesmo tempo favorece os maus hábitos, já que os danos também só serão visíveis a longo prazo.

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O aspecto psicológico da produtividade

Um dos assuntos mais frequentes no blog é a apresentação de métodos e ferramentas de produtividade e organização. E eu já disse também que esse talvez seja meu assunto preferido, mostrar de forma prática o que você pode fazer para ser mais organizado e produtivo, apresentar aplicativos e metodologias, falar sobre como se planejar, como criar uma rotina. Porém, existe todo um outro lado que precisa ser levado em conta: a questão da mentalidade. 

Esse post linkado fala bem sobre isso, sobre como melhorar a produtividade e ser mais organizado vai além de métodos e técnicas, requer também uma mudança na forma como pensamos e como enxergamos o mundo e o nosso dia a dia e, por consequência, na forma como nos comportamos. É, como eu disse no título, o lado psicológico da produtividade. E por psicológico eu quero dizer tanto comportamental quanto cognitivo. Tem um pouco a ver, também, com a questão do desenvolvimento pessoal, até porque dentro das áreas contempladas por essa temática temos a produtividade pessoal.

Sendo assim, são vários os aspectos relacionados a esse universo que tem um viés comportamental/cognitivo. Vamos falar de alguns deles nesse post. Uma das causas mais comuns da procrastinação e, por consequência, da baixa produtividade é a falta de motivação. Existem diversos estudos e pesquisa sobre como manter-se motivado, já que sem motivação pode ser difícil ter o ânimo necessária para agir, executar, trabalhar e produzir. A motivação tanto pode ter a ver com um estímulo que nos anima a fazer alguma coisa quanto com a força de vontade para fazer algo que não queremos, mas precisamos ou algo chato/difícil mas que trará recompensas futuras. 

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23 hábitos anti procrastinação, S. J. Scott

Quem acompanha o conteúdo do blog sabe que eu costumo compartilhar os livros que eu leio sobre produtividade, organização, gestão do tempo e afins. Para ver todos os post sobre as minha leituras que já tem no blog é só escolher a categoria “Livros” no Menu (que fica à direita se você estiver no computador ou no final da página se estiver no celular).

E o livro de hoje é “23 Hábitos Anti Procrastinação”, de S. J. Scott, criador do blog Develop Good Habits. E o que ele fala logo no começo do livro e também em seu blog é que ele busca formas práticas e aplicáveis de promover o desenvolvimento pessoal, com uma visão pragmática baseada em criação de bons hábitos. E é isso que se pode esperar desse livro: uma introdução rápida, pouca teoria e o foco nos 23 hábitos, apresentando formas de implementá-los. Em alguns poucos casos as dicas podem até não ser tão simples assim, mas a grande maioria traz uma explicação clara de como desenvolver o hábito apresentado.

Para quem já conhece um pouco sobre produtividade pessoal, inclusive quem acompanha o blog, vai ver que esse livro não traz nenhuma grande novidade. Ele apresenta muitos conceitos, dicas e informações que eu já trouxe aqui e traz referências que eu mesma já citei, como o método GTD ou o livro “Comece pelo mais difícil“, de Brian Tracy. E  essas são referências diretas, dá pra perceber vários outras ideias que remetem à conhecidos conceitos e especialistas da área.

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Como vencer a falta de motivação para desenvolver um novo hábito

Recentemente uma amiga me indicou um livro dizendo que eu iria achar muito interessante: Mini Hábitos, de Stephen Guise. Eu ainda não li (farei assim que possível) mas como boa curiosa que sou fui pesquisar sobre. A sinopse do livro diz se tratar de um “guia prático sobre como criar estratégias para que pequenos hábitos tragam grandes resultados.” A ideia, pelo que entendi, é explicar como construir um mini hábito, que nada mais é do que uma pequena mudança no cotidiano, que não requer um esforço muito grande mas que mesmo assim traz resultados.

Como fiquei curiosa com o conceito de mini hábitos, resolvi dar uma pesquisada para entender melhor, e acabei encontrando um segundo livro que trata do mesmo assunto: Micro Hábitos, de B. J. Fogg. Eu achei a ideia interessante, então quis compartilhar aqui. O que ambos os autores argumentam é que é possível criar praticamente qualquer hábito começando com um esforço mínimo.

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