O Método Bullet Journal, Ryder Carroll – parte 2

O post de hoje é continuação da semana passada, sobre o conteúdo do livro oficial do método bullet journal, quem tem o mesmo nome e foi escrito por Ryder Carroll. No post anterior eu falei sobre as duas primeiras partes do livro: a Preparação e o Sistema. Hoje vamos falar sobre as três últimas partes: a Prática, a Arte e a Conclusão.

Resumidamente, a primeira parte apresenta o método, explica a ideias que o orientam e indica o que é necessário para usá-lo. E a segunda parte explica a essência da metodologia: quais são os conceitos chaves, como funcionam e porque devem ser usados; e termina como um passo a passo para começar seu bullet journal.

Como o próprio autor afirma, e eu concordo, essas duas primeiras partes são fundamentais para quem não conhece ou nunca usou a metodologia, porque explicam tudo que é preciso para começar a usar. Ele explica também que a terceira parte (a Prática) explora as fontes, a filosofia e a ciência por trás dos elementos do bullet journal, de forma que esse conhecimento permita personalizar o método de acordo com as suas necessidades. Se essa terceira parte traz detalhes que mostram o raciocínio e a história que sustentam a estrutura do método, a quarta parte (a Arte) traz exemplos de como aprimorar os conceitos básicos, para deixar ainda mais claro e fácil de entender como adaptar À sua realidade. A última parte, como o próprio nome diz, traz um conclusão encerrando o conteúdo apresentado.

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O Método Bullet Journal, Ryder Carroll

Em janeiro eu fiz um post aqui contando quais ferramentas de organização eu iria usar esse ano. Clica ali no link se quiser ler o post todo, mas uma das coisas que eu comentei foi que, depois de 3 anos usando bullet journal, esse ano eu usaria um planner. Pois bem, foi o que eu fiz e foi uma experiência legal mas para 2021 eu decidi voltar para o bullet journal.

O planner me atendeu bem até certo ponto, mas em determinado momento eu senti falta de mais espaço para escrever, para pensar (rs). 2020 foi um ano atípico e, por consequência, cheio de imprevistos e mudanças de planos. E eu senti falta de conseguir fazer revisões, reflexões e (re)planejamentos, já que não tinha esse espaço no planner. Claro que eu podia usar um bloco de notas ou uma folha qualquer, e foi o que eu fiz, mas uma coisa importante para mim quando se fala de organização é centralizar, odeio ter anotações em folhas soltas e post its perdidos por aí. E aí eu fui enchendo meu planner de folhas extras e no final ficou tudo meio bagunçado, o que me irritou um pouco.

De qualquer forma, a experiência serviu para me mostrar que o bullet journal é mesmo a melhor ferramenta para mim. Preciso da flexibilidade que ele proporciona, do espaço não delimitado e da facilidade de encontrar as anotações que eu já fiz. Entretanto, uma das coisas que me fez decidir usar um planner esse ano foi a questão do tempo gasto para montar e organizar os layouts do bullet journal, e olha que eu nunca tive o hábito de decorar ou enfeitar. Mas admito que sempre gastava um certo tempo pesquisando inspirações para os layouts mensais e semanais.

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A Tríade do Tempo, Christian Barbosa

Antes de começar o post de hoje preciso dizer que no domingo, dia 13, o blog completou 3 anos! Quem me acompanha já há algum tempo, sabe que nos anos anteriores eu fiz uma programação especial nesse data. Esse ano, porém, tive que deixar de lado o que eu tinha planejado por conta de imprevistos que surgiram e acabaram sendo a minha prioridade nos primeiros 15 dias desse mês. Agora tudo já voltou ao normal, mas nos últimos dias eu só consegui postar conteúdo aqui e nas redes sociais do blog porque tudo já estava previamente programado. Mas o aniversário do blog, infelizmente, passou batido porque eu não poderia direcionar a minha atenção para isso nesse momento. Enfim, estou dizendo isso só para agradecer todo mundo que aparece por aqui, seja quem acompanha desde o começo, quem chegou agora e quem só aparece de vez em quando. O blog só existe porque tem gente aí que tem interesse em ler o que eu escrevo. Então, muito obrigada!

O post de hoje é para falar sobre o livro A Tríade do Tempo, do Christian Barbosa. Faz tempo que eu não falo de livros por aqui, não é? O Christian, para quem não conhece, é autor de seis livros sobre produtividade e alta performance. Ele é o criador da metodologia Tríade, que é o foco do livro e sobre a qual falaremos a seguir. Ele também desenvolveu softwares de produtividade, especialmente para equipes profissionais, e ministra alguns treinamentos na área.

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Como vencer a falta de motivação para desenvolver um novo hábito

Recentemente uma amiga me indicou um livro dizendo que eu iria achar muito interessante: Mini Hábitos, de Stephen Guise. Eu ainda não li (farei assim que possível) mas como boa curiosa que sou fui pesquisar sobre. A sinopse do livro diz se tratar de um “guia prático sobre como criar estratégias para que pequenos hábitos tragam grandes resultados.” A ideia, pelo que entendi, é explicar como construir um mini hábito, que nada mais é do que uma pequena mudança no cotidiano, que não requer um esforço muito grande mas que mesmo assim traz resultados.

Como fiquei curiosa com o conceito de mini hábitos, resolvi dar uma pesquisada para entender melhor, e acabei encontrando um segundo livro que trata do mesmo assunto: Micro Hábitos, de B. J. Fogg. Eu achei a ideia interessante, então quis compartilhar aqui. O que ambos os autores argumentam é que é possível criar praticamente qualquer hábito começando com um esforço mínimo.

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A Arte da Procrastinação, John Perry

Hoje vamos falar sobre uma dica de leitura rápida e fácil, porque é um livro de poucas páginas e escrito em tom bem informal. Trata-se de A Arte da Procrastinação, de John Perry. Eu já falei sobre esse livro no post sobre procrastinação estruturada, porque o conceito vem justamente dessa obra. Aliás, o livro o desenvolve e detalha. A ideia defendida por John Perry, autor do livro, é que procrastinar não é necessariamente ficar sem fazer nada porque muitas vezes procrastinadores são pessoas que estão sempre fazendo alguma coisa, menos o que realmente importa.

E eu concordo em partes com essa ideia porque, assim como existem diferentes causas para a procrastinação, também existem diferentes tipos de procrastinadores. E determinado tipo realmente se caracteriza por estar sempre fazendo alguma coisa, embora as coisas mais importantes fiquem para depois. E nesse caso essa ideia de “estruturar” a procrastinação pode sim funcionar.

Como eu disse no começo é um livro curto e fácil de ler, fiz a leitura em um único dia. São oito capítulos no total, mais uma pequena introdução e um curto apêndice. Vamos ver um pouco mais sobre o conteúdo.

Na introdução, John Perry conta rapidamente que sempre foi um procrastinador e que se sentia mal por isso. No entanto, curiosamente, ele tinha a reputação de ser alguém que fazia muitas coisas e contribuía muito para seu ambiente profissional. Foi aí que ele percebeu que procrastinava as tarefas importantes fazendo diversas outras coisas. E isso o ajudou a não se sentir tão mal ao estar procrastinando. E ele percebeu também que se organizasse as tarefas de uma determinada maneira, conseguiria contornar a tendência de deixar as coisas mais importantes sempre para depois. Então ele escreveu um artigo sobre isso, que na realidade é o primeiro capítulo do livro.

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