Simplificar para ser produtivo

Desde o começo do blog eu sempre tentei explicar por aqui a diferença entre estar ocupado e ser produtivo. Os dois conceitos, que muitas pessoas pensam ser a mesma coisa, na realidade são quase que opostos. Esse é um dos maiores mitos da produtividade. E é fácil entender essa confusão porque o conceito de produtividade, no ambiente industrial, significa produzir mais em menos tempo e, se possível, com menos recursos.

Essa definição pode ser aplicada para uma máquina, um equipamento, mas não para pessoas. Um ser humano não pode viver uma vida em que ocupa todo o seu tempo trabalhando, produzindo, sem se preocupar com todos os outros aspectos que fazem parte da nossa existência. Sem falar que, geralmente, quem está o tempo todo ocupado, não tem tempo para se planejar e muitas vezes nem sabe aonde quer chegar realizando tantas tarefas.

Na semana passada eu falei aqui que produtividade, para mim, definida da forma mais simples possível, é saber gerenciar o seu tempo. Todo mundo tem metas que quer cumprir, objetivos para alcançar; ninguém trabalha sem motivo, mesmo que o motivo seja apenas garantir o salário no final do mês. A produtividade entra quando você entende que a sua vida não é, não precisa ser, só trabalho, mesmo que seja um trabalho que você ame. Produtividade, então, serve para equilibrar o uso do seu tempo, ajudando a fazer suas obrigações de forma eficiente para ter tempo de fazer todas as outras coisas que despertam nosso interesse, nos fazem bem e nos trazem alegria.

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Essencialismo, Greg McKeown

E estamos aqui com mais um post sobre livros com conteúdo relacionado à produtividade, organização e assuntos similares. Para ver todos os posts sobre livros que eu já publiquei aqui no blog é só procurar na categoria “Livros” ali no Menu lateral ou clicar aqui.

Vamos falar então sobre um livro bem interessante: Essencialismo, escrito por Greg McKeown. A premissa é que todos nos sentimos sobrecarregados hoje porque estamos sempre cheios de coisas para fazer, livros para ler, filmes para ver, notícias para acompanhar, pessoas para visitar, telefonemas para fazer, e-mails para responder, reuniões para comparecer. E o resultado disso é aquela velha sensação de que estamos sempre ocupados, apesar de raramente nos sentirmos produtivos. Segundo o autor, isso acontece porque gastamos a maior parte do nosso tempo e energia com coisas triviais e desnecessárias, o que faz com que deixemos de lado o que é de fato importante, o essencial. O resultado é que nos sentimos sobrecarregados e insatisfeitos.

A proposta então é aprendermos a separar o que é essencial do que não é e vivermos nossa vida focando no essencial. E McKeown aponta que não se trata apenas de uma técnica de produtividade e sim uma forma diferente de encarar a vida, uma mentalidade a ser construída que se baseia em analisar todas as opções para separar o que é essencial do que não é; eliminar o não essencial e executar da forma mais eficiente possível o que é essencial.

Ao longo de 20 capítulos, o autor aponta inúmeras vezes a diferença da mentalidade de uma pessoa essencialista para outra não essencialista. Em cada capítulo é abordado um aspecto do processo de se tornar um essencialista, exemplificando a forma de pensamento antes e depois.

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Minimalismo e Produtividade

Quando se fala em minimalismo, o que vem muitas vezes a nossa cabeça é a ideia de viver com o mínimo possível, se livrar de tudo que não é útil e viver só com o básico. Minimalismo até pode ser isso, mas não obrigatoriamente.

Já há algum tempo tenho ouvido e lido por aí sobre minimalismo e admito que a princípio não foi uma ideia que me atraiu. Como assim eu preciso me livrar das minhas coisas? Meus preciosos livros, minhas fotos, minha coleção de tampinhas de garrafa? (brincadeira, eu não tenho uma coleção de tampinhas de garrafa, foi só um exemplo). O fato é que todos nós temos apego com certos objetos, que por mais que não tenham nenhuma utilidade, são coisas que queremos manter conosco.

Mas minimalismo não é necessariamente isso. Por tudo que já li sobre o assunto, a minha ideia de minimalismo é: ficar com apenas o que é importante. E importante pode ser algo útil, necessário ou com valor emocional. Minimalismo é manter o importante e é você quem define o que é importante.

Nesse sentido, o conceito de minimalismo vem de encontro a uma premissa básica da organização: não se organiza tralha. Antes de se organizar você deve fazer um processo de classificação, para definir o que é tralha e o que não é. Tralha é o que você pode descartar, doar ou jogar fora. O que fica é o que tem importância e o que será organizado.

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