Refletindo sobre o processo de destralhar

Eu já falei algumas vezes por aqui que uma das atividades essenciais da organização é o ato de destralhar, ou seja, se livrar do que não usamos, não tem utilidade ou valor. Um mantra da organização é que não se organiza tralha, então antes de começar qualquer processo de organização é preciso fazer o processo de destralhe.

Normalmente quando falamos em destralhar, associamos com objetos, com organização física de ambientes. É bem clara a importância de destralhar quando falamos de organizar o guarda roupa ou colocar a papelada em ordem, por exemplo. 

Mas o que eu percebi é que esse conceito pode ser ampliado, indo além da organização e do ato de se livrar de coisas materiais. Pensando em termos de produtividade, destralhar também pode ser extremamente positivo. Não faz muito tempo, eu fiz um post falando sobre a relação entre simplicidade e produtividade, no sentido de que simplificar pode ser a chave para ser mais produtivo, através da eliminação de tudo que não te agrega, não te leva mais para perto dos seus objetivos ou não te faz feliz. E essa eliminação nada mais é que o ato de destralhar. 

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Como se reorganizar quando você sai dos trilhos

Para mim, organização e produtividade andam lado a lado. Isso porque, quando as coisas estão organizadas, você consegue agir de forma mais eficiente, se planejando, usando melhor o seu tempo e obtendo resultados, ou seja, ser produtivo.

E aqui eu nem estou falando só de organização física, da sua casa ou escritório, e sim de organização da sua vida como um todo. Isso envolve organizar suas metas, sua agenda, suas tarefas, seu projetos, suas finanças, sua casa, seu ambiente de trabalho, sua mente. Enfim, todos os aspectos da vida.

Vale lembrar que ninguém é organizado o tempo todo. Mesmo alguém que adora o assunto e que é habitualmente organizado, como eu, pode eventualmente sair dos trilhos e se perder um pouco nos caos, seja por fatores externos ou internos. O que fazer então quando esses momentos de desorganização acontecem? Como lidar com aquela sensação de que você está perdendo o controle das coisas?

Há umas três semanas eu fiquei doente, com mal estar e sem disposição para trabalhar ou para fazer qualquer outra coisa. Na realidade eu fiquei uns 3 dias de cama, sem fazer absolutamente nada. Obviamente, minha vida desandou, meu planejamento foi para o espaço e minhas tarefas atrasaram.

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Como é o meu sistema de organização

Eu sempre digo que, para mim, produtividade e organização caminham lado a lado. Eu acho muito complicado conseguir ser produtivo sem saber o que eu tenho que fazer ou onde as coisas estão. Claro que tem gente que não se importa com isso e consegue ser eficiente e produzir resultados em meio ao caos. Eu não. Eu gosto de ordem e método, cada coisa em seu devido lugar.

E eu já falei muito por aqui sobre organização e quem me acompanha já deve saber que eu costumo dividir o conceito geral de organização em três partes: organização física, que trata do ambiente em que estamos, de organizar objetos e coisas materiais; organização digital que envolve organizar nossa vida digital (internet, computador, celular, e-mail, etc) e organização mental que é organizar nossas ideias, pensamentos, informações e afazeres em geral.

Para mim o mais importante é a organização mental. Não que as outras não sejam. Mas eu consigo, por exemplo, trabalhar normalmente em um ambiente bagunçado e posso conviver com a desordem digital. Não é agradável, é irritamente e claro que meu rendimento cai um pouco, mas o trabalho continua fluindo. Mas se meus pensamentos e projetos estão bagunçados, se minhas tarefas e atividades não estão organizadas, se meu planejamento não está bem feito, tudo sai dos trilhos e minha produtividade vai para o espaço.

Vez por outra eu recebo uma mensagem ou e-mail me perguntando como eu me organizo e pedindo para falar mais sobre isso. Eu acreditava que esse tipo de post não agregaria muito ao conteúdo do blog e que seria mais útil apresentar as diversas metodologias que existem para que cada um que lesse pudesse escolher a que melhor se adaptasse as suas necessidades. Organização não tem um método ideal, um modelo pronto que pode ser seguido e que dará certo para todo mundo, porque cada pessoa é diferente e tem necessidades diferentes.

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17 dicas para começar a se organizar

Eu sou uma pessoa que levanta sempre a bandeira da organização. A maior parte da vida eu fui  uma pessoa organizada, principalmente no que se refere a organizar o tempo, organizar minhas tarefas e projetos. Em termos de organização da casa, admito que ainda deixo um pouco a desejar. Meu escritório, minha mesa de trabalho estão sempre organizados, mas o resto da casa ocasionalmente ainda fica um pouco bagunçado. Acho que é um questão de prioridade: se eu tiver que escolher entre dedicar tempo aos meus projetos profissionais ou organizar a casa, a casa certamente vai ficar para depois.

Acredito que seja uma questão bem pessoal: eu não me incomodo tanto com uma casa um pouco fora de ordem quanto me incomoda estar com meus projetos bagunçados ou com tarefas acumuladas. Claro que não estou falando de deixar a casa suja e de pernas para o ar: falo daquele baguncinha, normal para uma casa onde pessoas vivem. O ponto é que ter uma casa impecavelmente limpa e organizada não é uma prioridade para mim.

Enfim, toda essa introdução é para dizer que quando eu falo em se organizar, em organizar a vida, é algo que envolve vários aspectos. Eu já fiz uma série de posts aqui no blog chamada “Manual da Organização“, onde eu falei sobre organização dividindo em três aspectos: organização física, organização digital e organização mental.

Resumidamente, organização física se refere ao aspecto mais visível da organização: é a organização do ambiente físico, dos objetos. Organização digital está explicado pelo próprio nome: se trata de tudo que envolve nossa vida digital, arquivos, fotos, vídeos, documentos, planilhas e tudo mais que armazenamos em computadores, tablets, celulares, em nuvem, nos nossos e-mails. E organização mental engloba tudo que ocupa nosso pensamento: tarefas, obrigações, projetos atuais e futuros, lembretes, compromissos e por aí vai.

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