E quando suas metas e suas atividades diárias não estão alinhadas?

Eu falo bastante sobre metas por aqui, afinal de contas – no meu entendimento – uma vida produtiva, dentre outras coisas, é também aquela onde você alcança suas metas. Porque produtividade é em boa parte sobre resultados e a busca da produtividade apenas para fazer mais coisas me parece um pouco sem sentido se essas coisas não te levam para lugar nenhum.

Como eu já disse uma vez, todo mundo tem metas. Em um sentido mais amplo, todo mundo tem coisas que deseja ter, ser ou fazer. Esses desejos, esses sonhos, são o ponto de partida para a criação de nossas metas. E existem algumas coisas que nos ajudam a realizar metas. Por exemplo, traçá-las de uma forma específica, conforme recomendado pela metodologia SMART que, em sua essência, mostra como transformar metas abstratas em objetivos concretos.

Outra coisa que ajuda é trazer nossas metas para a realidade, no sentido de traduzi-las em projetos, compostos por ações a serem realizadas no nosso dia a dia. Eu falo mais sobre isso no post linkado ali, mas trata-se de uma fórmula simples, o que não quer dizer que seja fácil de colocar em prática. A ideia é criar um projeto com etapas, cronogramas e todo o planejamento necessário para permitir a realização de um passo a passo para chegar ao resultado final representado por sua meta/objetivo.

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Simplificar para ser produtivo

Desde o começo do blog eu sempre tentei explicar por aqui a diferença entre estar ocupado e ser produtivo. Os dois conceitos, que muitas pessoas pensam ser a mesma coisa, na realidade são quase que opostos. Esse é um dos maiores mitos da produtividade. E é fácil entender essa confusão porque o conceito de produtividade, no ambiente industrial, significa produzir mais em menos tempo e, se possível, com menos recursos.

Essa definição pode ser aplicada para uma máquina, um equipamento, mas não para pessoas. Um ser humano não pode viver uma vida em que ocupa todo o seu tempo trabalhando, produzindo, sem se preocupar com todos os outros aspectos que fazem parte da nossa existência. Sem falar que, geralmente, quem está o tempo todo ocupado, não tem tempo para se planejar e muitas vezes nem sabe aonde quer chegar realizando tantas tarefas.

Na semana passada eu falei aqui que produtividade, para mim, definida da forma mais simples possível, é saber gerenciar o seu tempo. Todo mundo tem metas que quer cumprir, objetivos para alcançar; ninguém trabalha sem motivo, mesmo que o motivo seja apenas garantir o salário no final do mês. A produtividade entra quando você entende que a sua vida não é, não precisa ser, só trabalho, mesmo que seja um trabalho que você ame. Produtividade, então, serve para equilibrar o uso do seu tempo, ajudando a fazer suas obrigações de forma eficiente para ter tempo de fazer todas as outras coisas que despertam nosso interesse, nos fazem bem e nos trazem alegria.

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O que você faz com o tempo que tem?

Produtividade, na minha concepção pessoal, envolve alguns parâmetros. Um deles é alcançar resultados, no sentido de atingir objetivos, concluir projetos, executar ações. Produtividade também é alcançar esses resultados de forma otimizada, ou seja, agindo com eficiência. Complementarmente, agir de forma eficiente é o que permite trabalhar para realizar suas metas sem comprometer momentos de lazer e descanso. E aí entra o tal do equilíbrio, que é outro conceito envolvido na minha definição de produtividade.

Temos aqui, então, três palavras que se entrelaçam e que fazem parte da minha estratégia para ser uma pessoa produtiva: resultados, eficiência e equilíbrio. E, no final das contas, ao analisar o sentido de cada palavra, elas convergem para uma quarta palavra que é um dos três fundamentos da produtividade: tempo (se quiser saber mais dos outros dois fundamentos é só clicar ali no link).

Produtividade é, em essência, usar bem o seu tempo, para conseguir fazer o que você quer sem prejudicar as coisas que você precisa – ou fazer as coisas que você precisa sem prejudicar as coisas que você quer fazer. Tanto que uma das maiores queixas de quem não se considera produtivo é não ter tempo para nada. Isso é extremamente comum e eu sempre digo que para resolver essa queixa é preciso aceitar que você nunca vai conseguir fazer tudo. Simples assim. O dia nunca terá mais de 24 horas. E as suas tarefas não terão fim. A equação não fecha. Entender isso é o primeiro passo para deixar de ser refém do tempo e conseguir usá-lo da forma que deseja.

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Autoconhecimento e produtividade

Eu já comentei por aqui algumas vezes e também nas redes sociais do blog que ele surgiu como um hobbie, uma forma de compartilhar informação sobre um assunto que sempre me interessou. E, também, foi o resultado do incentivo de pessoas próximas, amigos, familiares e colegas de trabalho que sempre me pediam dicas de organização, planejamento, administração do tempo e que me sugeriram fazer um blog para falar sobre isso.

Então, no começo, o meu foco aqui no blog era falar principalmente sobre técnicas e métodos de organização e produtividade. Sendo a pessoa racional e regrada que eu sou, métodos e técnicas são onde me sinto em casa. Planejar, ordenar, seguir rotinas, criar checklists são coisas naturais para mim, coisas que fazem minha vida funcionar melhor.

Mas então, com o passar do tempo e o contato com quem lê o blog, duas coisas mudaram. A primeira foi uma vontade de estudar e pesquisar cada vez mais sobre organização e produtividade. Já era algo que eu fazia, mas buscando benefício próprio, procurando aprender coisas para aplicar no meu dia a dia. Mas o que aconteceu com o blog foi uma vontade de ir além, de entender mais sobre coisas não apenas úteis para mim, mas que pudessem ajudar todos os tipos de pessoas.

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Trabalhe 4 horas por semana, Timothy Ferriss

E hoje chegamos ao último post do projeto de leitura do blog.  O livro de encerramento é “Trabalhe 4 horas por semana“, do Tim FerrissA primeira coisa que eu tenho a dizer é que o Tim conseguiu juntar em uma mesma obra dicas e informações sobre produtividade, marketing, empreendedorismo e gestão de negócios. Isso porque, a premissa básica do livro é como ter uma vida que te permita fazer as coisas que você deseja fazer sem ter que esperar pela aposentadoria. Para isso ele traz o conceito de o que é um “novo rico”: pessoas que tem tempo e mobilidade para usar como quiser. E é isso que o livro se propõe a ensinar.

De forma geral, ele se baseia na ideia de que o que as pessoas mais querem na vida é ter mais tempo, para fazer coisas que gostam e não conseguem por estarem ocupadas  trabalhando.  O objetivo do processo para conseguir esse tempo é garantir uma fonte de renda que não consuma muito do seu tempo, o que envolve, é claro, trabalhar de forma mais produtiva e eficiente.

O processo todo é composto de 4 passos: primeiro você precisa entender as bases do processo, quais crenças e regras você precisa desconstruir e repensar (Definição). Depois é ensinado como obter o três componentes necessários para mudar a forma como você vive sua vida: tempo (Eliminação), renda (Automação) e Mobilidade (Liberação).

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