Procrastinação, Lilian Soares

O post de hoje traz mais uma das minhas leituras, o livro Procrastinação – Guia científico sobre como parar de procrastinar (definitivamente), de Lilian Soares. É uma leitura bem rápida é fácil, onde a autora aborda a procrastinação se baseando em estudos na área da psicologia comportamental e da neurociência. A impressão que eu tive durante toda a leitura foi de estar acompanhando um apanhado geral de estudos científicos bem como das ideias defendidas por outros conhecidos autores que estudam produtividade e assuntos correlacionados, como Cal Newport (que escreveu um livro sobre Deep Work) e Charles Duhigg (autor do famoso O Poder do Hábito).

O livro traz muita teoria sobre estudos científicos das áreas que eu citei no outro parágrafo, que ajudam a entender porque procrastinamos, acompanhado também de indicações práticas de como usar essas teorias para se livrar da procrastinação. Esse parte prática é formada principalmente por 5 táticas apresentadas sob a forma de um passo a passo a ser seguido.

O prólogo trata de apresentar os motivos pelos quais é ruim procrastinar e como, por questões psicológicas e neurológicas, quanto mais procrastinamos, mais difícil é deixar de procrastinar. O foco do livro são os procrastinadores crônicos, ou seja, aquelas pessoas que estão o tempo todo adiando as coisas, deixando tudo para depois, perdendo prazos e vivendo permanentemente estressadas e frustradas. Acho bom deixar isso claro porque, afinal, todos nós procrastinamos de vez em quando, pelos mais diversos motivos, inclusive porque somos seres humanos e não máquinas que são produtivas 24 horas por dia. Se você procrastina de vez em quando, muito provavelmente não precisa se preocupar. Se torna um problema quando é algo frequente, que acontece diariamente e com a maior parte de suas tarefas.

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O aspecto psicológico da produtividade

Um dos assuntos mais frequentes no blog é a apresentação de métodos e ferramentas de produtividade e organização. E eu já disse também que esse talvez seja meu assunto preferido, mostrar de forma prática o que você pode fazer para ser mais organizado e produtivo, apresentar aplicativos e metodologias, falar sobre como se planejar, como criar uma rotina. Porém, existe todo um outro lado que precisa ser levado em conta: a questão da mentalidade. 

Esse post linkado fala bem sobre isso, sobre como melhorar a produtividade e ser mais organizado vai além de métodos e técnicas, requer também uma mudança na forma como pensamos e como enxergamos o mundo e o nosso dia a dia e, por consequência, na forma como nos comportamos. É, como eu disse no título, o lado psicológico da produtividade. E por psicológico eu quero dizer tanto comportamental quanto cognitivo. Tem um pouco a ver, também, com a questão do desenvolvimento pessoal, até porque dentro das áreas contempladas por essa temática temos a produtividade pessoal.

Sendo assim, são vários os aspectos relacionados a esse universo que tem um viés comportamental/cognitivo. Vamos falar de alguns deles nesse post. Uma das causas mais comuns da procrastinação e, por consequência, da baixa produtividade é a falta de motivação. Existem diversos estudos e pesquisa sobre como manter-se motivado, já que sem motivação pode ser difícil ter o ânimo necessária para agir, executar, trabalhar e produzir. A motivação tanto pode ter a ver com um estímulo que nos anima a fazer alguma coisa quanto com a força de vontade para fazer algo que não queremos, mas precisamos ou algo chato/difícil mas que trará recompensas futuras. 

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23 hábitos anti procrastinação, S. J. Scott

Quem acompanha o conteúdo do blog sabe que eu costumo compartilhar os livros que eu leio sobre produtividade, organização, gestão do tempo e afins. Para ver todos os post sobre as minha leituras que já tem no blog é só escolher a categoria “Livros” no Menu (que fica à direita se você estiver no computador ou no final da página se estiver no celular).

E o livro de hoje é “23 Hábitos Anti Procrastinação”, de S. J. Scott, criador do blog Develop Good Habits. E o que ele fala logo no começo do livro e também em seu blog é que ele busca formas práticas e aplicáveis de promover o desenvolvimento pessoal, com uma visão pragmática baseada em criação de bons hábitos. E é isso que se pode esperar desse livro: uma introdução rápida, pouca teoria e o foco nos 23 hábitos, apresentando formas de implementá-los. Em alguns poucos casos as dicas podem até não ser tão simples assim, mas a grande maioria traz uma explicação clara de como desenvolver o hábito apresentado.

Para quem já conhece um pouco sobre produtividade pessoal, inclusive quem acompanha o blog, vai ver que esse livro não traz nenhuma grande novidade. Ele apresenta muitos conceitos, dicas e informações que eu já trouxe aqui e traz referências que eu mesma já citei, como o método GTD ou o livro “Comece pelo mais difícil“, de Brian Tracy. E  essas são referências diretas, dá pra perceber vários outras ideias que remetem à conhecidos conceitos e especialistas da área.

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Tipos de procrastinador – qual é o seu?

Um dos assuntos que mais me chama a atenção nesse universo da produtividade e organização é a procrastinação. Primeiro, porque é um problema muito comum, todo mundo procrastina pelo menos uma vez na vida. Segundo porque eu tendo a procrastinar em alguma situações específicas e estou sempre buscando formas de lidar com isso. E terceiro porque é um assunto que eu acho muito interessante, desde as explicações científicas até os truques para usar no dia a dia.

Eu já fiz um post bem completo, com várias dicas de como se livrar da procrastinação. Nesse mesmo post eu expliquei que, por mais que essas dicas sejam sim muito úteis, a melhor forma de lidar com a procrastinação é entender como e porque procrastinamos. 

Eu, por exemplo,  já contei aqui que tendo a procrastinar quando me vejo diante de uma tarefa que não sei por onde começar, seja por falta de conhecimento ou por a tarefa parecer muito complexa e eu não conseguir ter uma visão geral de tudo que precisa ser feito.

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A Arte da Procrastinação, John Perry

Hoje vamos falar sobre uma dica de leitura rápida e fácil, porque é um livro de poucas páginas e escrito em tom bem informal. Trata-se de A Arte da Procrastinação, de John Perry. Eu já falei sobre esse livro no post sobre procrastinação estruturada, porque o conceito vem justamente dessa obra. Aliás, o livro o desenvolve e detalha. A ideia defendida por John Perry, autor do livro, é que procrastinar não é necessariamente ficar sem fazer nada porque muitas vezes procrastinadores são pessoas que estão sempre fazendo alguma coisa, menos o que realmente importa.

E eu concordo em partes com essa ideia porque, assim como existem diferentes causas para a procrastinação, também existem diferentes tipos de procrastinadores. E determinado tipo realmente se caracteriza por estar sempre fazendo alguma coisa, embora as coisas mais importantes fiquem para depois. E nesse caso essa ideia de “estruturar” a procrastinação pode sim funcionar.

Como eu disse no começo é um livro curto e fácil de ler, fiz a leitura em um único dia. São oito capítulos no total, mais uma pequena introdução e um curto apêndice. Vamos ver um pouco mais sobre o conteúdo.

Na introdução, John Perry conta rapidamente que sempre foi um procrastinador e que se sentia mal por isso. No entanto, curiosamente, ele tinha a reputação de ser alguém que fazia muitas coisas e contribuía muito para seu ambiente profissional. Foi aí que ele percebeu que procrastinava as tarefas importantes fazendo diversas outras coisas. E isso o ajudou a não se sentir tão mal ao estar procrastinando. E ele percebeu também que se organizasse as tarefas de uma determinada maneira, conseguiria contornar a tendência de deixar as coisas mais importantes sempre para depois. Então ele escreveu um artigo sobre isso, que na realidade é o primeiro capítulo do livro.

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