Uma das coisas mais importantes que você pode fazer pela sua produtividade

Acho que eu já deixei bem claro aqui que produtividade envolve alguns fatores, relacionados ao uso de ferramentas, escolha de técnicas e métodos e desenvolvimento de uma mentalidade que se reflete em comportamentos e hábitos diários. E qualquer que seja a sua definição pessoal de produtividade, existem certas coisas que indiscutivelmente contribuem para que ela melhore.

Uma delas, que eu considero indispensável: não confiar apenas na memória para se lembrar das coisas que precisam  ser lembradas. Eu já fiz um post bem legal aqui no blog que fala justamente sobre a relação entre memória e produtividade. Baseando-se em estudos científicos sobre o funcionamento da mente e em recomendações de especialistas em produtividade, a conclusão é uma só: confiar apenas em nossa mente para se lembrar das coisas é, além de falho, cansativo estressante.

No post linkado eu falo mais sobre isso, mas o que se sabe é que o processo de recuperação de informações não é eficiente, tanto pela quantidade de conteúdo a que estamos expostos e que é constantemente processado pelo cérebro, quanto por como e quando essa recuperação feita. E no post de hoje eu quero apresentar 3 formas simples de tirar do cérebro a tarefa de lembrar das coisas. Quando você não depende apenas da sua mente para se lembrar, o estresse mental é menor e a chance de se esquecer de coisas importantes é significativamente diminuída. Além disso, sua mente funciona de forma mais eficiente para realizar outras atividades mais importantes: ter ideias, resolver problemas, ser criativo.

oculos sobre uma caderno e uma canetaFoto de Dan Dimmock em Unsplash

As sugestões a seguir tem a mesma essência: registrar as coisas em algum lugar de forma que elas possam ser consultadas em qualquer momento que você precisar da informação registrada. No entanto, são diferentes porque tratam de diferentes categorias de coisas que precisam ser lembradas. Vamos a elas:

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Produtividade e memória – sobre a importância de anotar

Quero começar esse post com o trecho de um livro que eu li ano passado a até falei sobre ele aqui no blog: A Mente Organizada, de Daniel Levitin. O trecho é o seguinte: “(…) criamos sistemas para remover a desordem do cérebro e nos ajudar no monitoramento de detalhes cuja recordação não é possível confiar apenas à memória. Todas essas e outras inovações são projetadas para aperfeiçoar nosso cérebro ou descarregar algumas de suas funções em fontes externas.”

Na época em que li o livro esse trecho me chamou muito a atenção e fiquei pensando sobre ele por um bom tempo. Pesquisei, li e achei que seria um bom assunto a ser falado aqui no blog. O que me despertou o interesse nesse trecho é a ideia implícita de que a grande maioria das pessoas tem uma necessidade natural de organizar seus pensamentos. E as ferramentas de produtividade e organização que usamos nada mais são que formas de promover essa organização, ampliar a capacidade de funcionamento da nossa mente e diminuir o estresse mental, no sentido de tirar do nosso cérebro determinadas funções e deixar de confiar apenas na nossa memória.

Essa questão da memória se reflete diretamente em uma ferramenta de organização e produtividade que eu recomendo para todo mundo: a caixa de entrada. O conceito, com esse nome, vem do  método GTD.  Mas a ideia, por si só, não é nenhuma novidade. Trata-se, basicamente, de exteriorizar uma informação para que ela não fique apenas na nossa mente. Registrar para não esquecer. E se formos pensar, o próprio surgimento da escrita é um exemplo de que o ser humano tem uma tendência inata a registrar as coisas importantes e que não quer que sejam esquecidas porque sabemos, instintivamente, que nossa memória não é confiável.

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