Como usar a Roda da Vida – Guia Básico

Eu já fiz alguns posts aqui no blog falando sobre metas e acho que em todos eles eu falei sobre uma ferramenta amplamente usada para definir e esclarecer o que se costuma chamar de “metas de vida”. Mas eu notei que eu nunca expliquei exatamente como essa ferramenta funciona. Apesar de ser algo que não é difícil de achar por aí, de vez em quando aparece alguém me perguntando como usar, então resolvi fazer esse post para ficar aqui como consulta.

Essa ferramenta é a Roda da Vida. É extremamente simples de se usar e eu acho que sua maior vantagem é nos permitir enxergar com clareza o que queremos para nossa vida, funcionando como uma guia para organizar nossos pensamentos a respeito de desejos, sonhos, metas e propósitos.

A essência da ferramenta é possibilitar a avaliação individual de todas as áreas da vida, identificando como elas estão no momento e, a partir daí, como gostaríamos que elas estivessem. Isso é importante porque é uma espécie de diagnóstico de como está sua vida atualmente. Antes de traçar metas e trabalhar para alcançá-las você precisa saber com clareza onde está nesse momento. Quanto às áreas, elas devem abranger todos os aspectos da vida e dá pra fazer de várias formas. Por exemplo, eu divido assim: Carreira, Finanças, Espiritualidade, Desenvolvimento Pessoal, Estudos, Hobbies e Diversão, Saúde e Bem Estar, Relacionamentos, Contribuição Social e Felicidade e Propósito. A forma como você vai dividir ou nomear as áreas não importa, você pode agrupar ou separar algumas áreas, usar nomes diferentes, o importante é que faça sentido pra você e que englobe todos os aspectos da sua vida.

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Produtividade e propósito: eu preciso ter um?

Muitos autores que escrevem sobre produtividade assim como diversos especialistas da área costumam relacionar produtividade a propósito de vida. Falando de forma bem simplificada, quando você tem um propósito, ele guia suas decisões em relação à suas tarefas, planos e projetos, ele é o parâmetro que te ajuda a identificar suas prioridades. Também funciona como um fator motivador: é mais fácil lidar com tarefas difíceis ou chatas quando você tem a consciência de que elas contribuem para alcançar o seu propósito. Eu mesma já falei várias vezes sobre isso por aqui, sobre como ter clareza dos resultados que você quer obter te ajuda a ser mais produtivo no sentido de realizar suas tarefas de forma mais eficiente.

E eu concordo com isso, mas acho importante ressaltar dois pontos nessa questão. O primeiro é que ter um propósito de vida é legal, é útil, mas ninguém precisa se sentir frustrado por não ter um ou não saber exatamente qual é o seu. E o segundo é que, mesmo sem ter essa compreensão clara sobre seu propósito de vida, você ainda pode usar o conceito de propósito para definir suas prioridades, gerenciar suas tarefas e se manter motivado.

Mas vamos falar primeiro sobre a questão de propósito de vida. Você sabe o que exatamente é isso? Propósito pode ser entendido como um objetivo maior, algo que se deseja alcançar. Então, seu propósito de vida é aquilo que você almeja para a sua vida. Propósito está muito ligado também a ideia de felicidade, porque alcançar seu propósito tem a ver com obter realização pessoal. E quando paramos pra pensar, pode parecer assustador ter que definir esse tipo de coisa. Ainda mais quando você está perdido no caos, buscando  apenas dicas para organizar melhor suas tarefas e colocar um pouco de ordem no seu dia a dia.

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O que você faz com o tempo que tem?

Produtividade, na minha concepção pessoal, envolve alguns parâmetros. Um deles é alcançar resultados, no sentido de atingir objetivos, concluir projetos, executar ações. Produtividade também é alcançar esses resultados de forma otimizada, ou seja, agindo com eficiência. Complementarmente, agir de forma eficiente é o que permite trabalhar para realizar suas metas sem comprometer momentos de lazer e descanso. E aí entra o tal do equilíbrio, que é outro conceito envolvido na minha definição de produtividade.

Temos aqui, então, três palavras que se entrelaçam e que fazem parte da minha estratégia para ser uma pessoa produtiva: resultados, eficiência e equilíbrio. E, no final das contas, ao analisar o sentido de cada palavra, elas convergem para uma quarta palavra que é um dos três fundamentos da produtividade: tempo (se quiser saber mais dos outros dois fundamentos é só clicar ali no link).

Produtividade é, em essência, usar bem o seu tempo, para conseguir fazer o que você quer sem prejudicar as coisas que você precisa – ou fazer as coisas que você precisa sem prejudicar as coisas que você quer fazer. Tanto que uma das maiores queixas de quem não se considera produtivo é não ter tempo para nada. Isso é extremamente comum e eu sempre digo que para resolver essa queixa é preciso aceitar que você nunca vai conseguir fazer tudo. Simples assim. O dia nunca terá mais de 24 horas. E as suas tarefas não terão fim. A equação não fecha. Entender isso é o primeiro passo para deixar de ser refém do tempo e conseguir usá-lo da forma que deseja.

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Como é minha gestão de metas e projetos

Um dos assuntos relacionados a produtividade que eu mais gosto de falar e estudar sobre é o planejamento de projetos. Eu acredito que  metas e objetivos de longo prazo precisam necessariamente da estruturação de um projeto em torno delas para serem alcançadas. Objetivos de curto prazo também se beneficiam quando transformados em projetos. E como para mim produtividade tem tudo a ver com alcançar resultados, nada melhor do que falar sobre projetos, que são a melhor ferramenta para transformar metas em ações realizáveis.

Se um projeto tem a função de organizar o caminho para alcançar um resultado, o primeiro passo então é saber qual o resultado queremos obter. Parece simples mas nem sempre é. Quando o projeto tem origem externa (quando seu chefe te dá uma tarefa, por exemplo), você já sabe qual o resultado esperado. Agora quando se trata de projetos pessoais, muitas vezes não temos clareza sobre em qual resultado queremos chegar.

Eu já falei antes por aqui que eu acho legal todo mundo ter claras quais metas quer atingir na vida. E claro que isso é muito pessoal, há quem goste de “deixar a vida levar”, mas para mim particularmente isso não funciona, então eu falo aqui para quem também pensa assim e quer ter clareza quanto às suas metas e sobre como alcançá-las.

Meus projetos, então, são de dois tipos. Os de demanda externa (quando um cliente pede algum projeto, quando alguma circunstância pede uma ação – uma reforma da casa, uma viagem à trabalho, por exemplo), já vem com o objetivo pronto, só preciso estruturar recursos, etapas, prazos e as ações (atividades, tarefas).

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3 princípios do GTD que melhoram sua produtividade

O método GTD talvez seja uma das mais conhecidas metodologias de organização e produtividade. Eu sempre o menciono aqui no blog porque muitos dos conceitos e orientações que eu uso no meu dia a dia vem dele. Não posso dizer que sigo o método a risca, mas a forma como eu gerencio minhas atividades, minha vida em geral, é baseada em ensinamentos retirados do método.

Apesar de ser uma metodologia e, portanto, contar com várias técnicas e recomendações, eu acredito que uma das maiores contribuições do GTD é propor uma mudança de mentalidade. Mesmo não implementando totalmente o método, como eu, o modo como o David Allen ensina a lidar com nossas tarefas, projetos e ideias reflete em um jeito mais prático e eficiente de gerenciar todas aquelas coisas que precisamos gerenciar diariamente.

Isso acontece porque o método apresenta certas atividades básicas que, se pararmos para prestar atenção, fazem parte de muitos métodos de produtividade e organização. Um exemplo é o uso de uma Caixa de Entrada, que nada mais é do que não depender da sua mente para se lembrar das coisas, utilizando para isso um meio externo (anotações).  Outro exemplo é fazer sempre uma revisão de tudo que você anotou, porque obviamente não adianta anotar e nunca mais olhar para o que foi anotado.

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