Sobre a relação vida pessoal e vida profissional

Qualquer pessoa que começa a aprender sobre produtividade ou organização, cedo ou tarde vai se deparar com o dilema de como equilibrar vida pessoal e vida profissional. E esse é de fato um problema comum porque nos dias de hoje existe uma supervalorização do trabalho, no sentido de que descansar parece ser algo errado, inapropriado ou desnecessário.

Eu já falei algumas vezes por aqui sobre a importância de se valorizar o descanso, é esse é um aspecto da dificuldade em alcançar o tão falado equilíbrio, já que o lado profissional tende a ser considerado mais importante que o lado pessoal. Acrescente a isso o fato de estarmos o tempo todo conectados, o que acaba por gerar uma dificuldade de desconectar do trabalho mesmo após o fim do expediente.

Além dessa pressão da sociedade que parece exigir de todos alta performance e sucesso estrondoso em tudo,  há muitas vezes a pressão individual de cada trabalho/chefe, que quer sempre disponibilidade total, impondo cada vez mais demandas e responsabilidades. E ceder à pressão, ceder mais tempo e concordar com essa situação pode representar também uma esperança de promoção, com cargos e salários melhores.

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Cuidado com a utopia da produtividade

Hoje em dia quase todo mundo quer ser mais produtivo. E é natural, considerando que todos têm uma quantidade enorme de tarefas a fazer e coisas a resolver. Todo mundo quer ter uma carreira bem sucedida, estudar, ter tempo para a família, se divertir com os amigos, cuidar de si mesmo, assistir uma série, ler um livro, se dedicar a algum hobbie…

E quando pensamos em todas essas coisas que queremos fazer, a tendência é acreditar que é necessário ser mais produtivo. E é por isso que eu digo que, em essência, produtividade é obter resultados, no sentido de conseguir fazer as coisas que você quer e precisa fazer. Englobando tudo que eu falei no primeiro parágrafo: obrigações e deveres, mas também descanso e diversão.

Por isso é tão comum atualmente as pessoas se interessarem por esse assunto. Inclusive, também é por isso que esse blog existe: não só porque eu gosto do tema mas porque eu gosto de compartilhar com as pessoas o que eu sei e aprendo sobre ele.

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Perguntas e respostas sobre produtividade

Eu costumo receber e-mails e mensagens de pessoas pedindo dicas para melhorar sua produtividade, sobre como fazer seus projetos andarem, como dar conta de suas tarefas e por aí vai. E é sempre um prazer receber essas mensagens e, inclusive, uma ou duas vezes perguntas que eu recebi deram a origem a posts específicos aqui no blog.

E o post de hoje vai mais ou menos por esse caminho, mas com uma proposta meio diferente. Observando as dúvidas que eu recebo, percebi que a maioria delas tem algumas coisas em comum, embora escritas de forma diferente. Então, nesse texto eu reuni as três principais perguntas que eu recebo e respondi cada uma delas.

Qual o melhor aplicativo de produtividade?

Essa pergunta, e suas devidas variações, deve ser a que eu mais recebo. As variações no caso são: qual o melhor método? O método “x” é mesmo o melhor? A técnica “y” funciona mesmo? E ainda tem aquelas que estão em dúvida se é melhor usar um aplicativo ou o velho papel e caneta.

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Simplificar para ser produtivo

Desde o começo do blog eu sempre tentei explicar por aqui a diferença entre estar ocupado e ser produtivo. Os dois conceitos, que muitas pessoas pensam ser a mesma coisa, na realidade são quase que opostos. Esse é um dos maiores mitos da produtividade. E é fácil entender essa confusão porque o conceito de produtividade, no ambiente industrial, significa produzir mais em menos tempo e, se possível, com menos recursos.

Essa definição pode ser aplicada para uma máquina, um equipamento, mas não para pessoas. Um ser humano não pode viver uma vida em que ocupa todo o seu tempo trabalhando, produzindo, sem se preocupar com todos os outros aspectos que fazem parte da nossa existência. Sem falar que, geralmente, quem está o tempo todo ocupado, não tem tempo para se planejar e muitas vezes nem sabe aonde quer chegar realizando tantas tarefas.

Na semana passada eu falei aqui que produtividade, para mim, definida da forma mais simples possível, é saber gerenciar o seu tempo. Todo mundo tem metas que quer cumprir, objetivos para alcançar; ninguém trabalha sem motivo, mesmo que o motivo seja apenas garantir o salário no final do mês. A produtividade entra quando você entende que a sua vida não é, não precisa ser, só trabalho, mesmo que seja um trabalho que você ame. Produtividade, então, serve para equilibrar o uso do seu tempo, ajudando a fazer suas obrigações de forma eficiente para ter tempo de fazer todas as outras coisas que despertam nosso interesse, nos fazem bem e nos trazem alegria.

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O que você faz com o tempo que tem?

Produtividade, na minha concepção pessoal, envolve alguns parâmetros. Um deles é alcançar resultados, no sentido de atingir objetivos, concluir projetos, executar ações. Produtividade também é alcançar esses resultados de forma otimizada, ou seja, agindo com eficiência. Complementarmente, agir de forma eficiente é o que permite trabalhar para realizar suas metas sem comprometer momentos de lazer e descanso. E aí entra o tal do equilíbrio, que é outro conceito envolvido na minha definição de produtividade.

Temos aqui, então, três palavras que se entrelaçam e que fazem parte da minha estratégia para ser uma pessoa produtiva: resultados, eficiência e equilíbrio. E, no final das contas, ao analisar o sentido de cada palavra, elas convergem para uma quarta palavra que é um dos três fundamentos da produtividade: tempo (se quiser saber mais dos outros dois fundamentos é só clicar ali no link).

Produtividade é, em essência, usar bem o seu tempo, para conseguir fazer o que você quer sem prejudicar as coisas que você precisa – ou fazer as coisas que você precisa sem prejudicar as coisas que você quer fazer. Tanto que uma das maiores queixas de quem não se considera produtivo é não ter tempo para nada. Isso é extremamente comum e eu sempre digo que para resolver essa queixa é preciso aceitar que você nunca vai conseguir fazer tudo. Simples assim. O dia nunca terá mais de 24 horas. E as suas tarefas não terão fim. A equação não fecha. Entender isso é o primeiro passo para deixar de ser refém do tempo e conseguir usá-lo da forma que deseja.

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