Dica de leitura: indicações para a Black Friday

Na próxima semana teremos a Black Friday. Eu não sei vocês, mas eu gosto de me planejar antecipadamente para conseguir aproveitar as ofertas desse dia. Todos sabemos que muitas vezes as promoções são meio “furadas”, com descontos insignificantes. Algumas lojas até mesmo sobem os preços alguns dias antes e depois os abaixam como se fossem grande descontos, quando na verdade o produto está pelo mesmo preço de sempre.

Enfim, por isso eu sempre me planejo, mantendo uma lista das coisas que eu quero comprar e acompanhando a variação de preços desde algum tempo antes, para saber se os preços estão realmente valendo a pena.

Ano passado eu fiz no blog uma lista com indicação de livros que eu já tinha lido e recomendava que aproveitassem a Black Friday para comprar. Esse ano eu resolvi compartilhar a minha lista de intenções de compra. A verdade é que eu tenho duas listas enormes de livros que eu tenho interesse em comprar, divididas em ficção e não ficção. Trouxe aqui os livros relacionados a produtividade, organização, desenvolvimento pessoal.  Vamos a lista.

Trabalhe 4 horas por semana, Timothy Ferriss

Sinopse: Trabalhe 4 horas por semana ensina passo a passo como construir esse estilo de vida que valoriza o tempo livre desde agora, ou seja, antes mesmo da aposentadoria. Seguindo as sugestões do autor, você não apenas conseguirá aproveitar seu tempo como poderá multiplicar seu salário e viver onde quiser. Seja você um funcionário sobrecarregado ou um empreendedor preso em seu próprio negócio, este livro é o guia fundamental para um mundo novo e revolucionário.

Já vi muitas recomendações sobre este livro, então resolvi colocar na minha lista. Acredito que seja um livro bem conhecido e acho interessante porque ele parece propor uma mudança de mentalidade com relação ao trabalho e uso do tempo.

O Poder do Quando, Michael Breus

Sinopse: Muito já se falou sobre o que e como fazer algo para ter uma vida melhor, mas saber o momento certo para fazer cada coisa possibilita elevar o que e o como à máxima potência. Mesmo que você não mude nada sobre o que faz e como faz, realizar pequenos ajustes no quando já o torna mais saudável, feliz e produtivo. Dr. Breus descobriu que, embora o relógio biológico de cada pessoa seja diferente, a maioria de nós pertence a um dos seguintes cronótipos: urso, lobo, golfinho ou leão. Depois que fizer o teste desenvolvido pelo autor e descobrir o seu cronótipo, aprenderá o melhor momento para fazer tudo — desde planejar algo importante, praticar exercícios e memorizar informações novas, até discutir com seu parceiro. Recheado de fatos fascinantes, recomendações e dicas fáceis de seguir, O Poder do Quando é o guia definitivo para ajudá-lo a atingir seus objetivos, conduzindo-o rapidamente a uma vida de sucesso.

Eu já falei desse livro em um post antigo aqui do blog, sobre picos de energia. Na época do post eu li o livro rapidamente em e-book, e me atentei só aos pontos principais. Agora pretendo comprar o livro físico e fazer uma leitura mais calma para absorver melhor o conteúdo.

A Mente Organizada, Daniel J. Levitin

Sinopse: O autor e neurocientista Daniel J. Levitin aborda o problema do excesso de informação no século XXI em seu novo best-seller do New York Times. Poderia a boa e velha organização ser o segredo fundamental para se navegar no mar de informações do mundo moderno? Enquanto notícias, textos, contas e aplicativos invadem nosso cotidiano, espera-se que tomemos rapidamente decisões cada vez maiores. Em capítulos instigantes sobre temas que vão desde a gaveta bagunçada da cozinha até cuidados com a saúde, David Levitin apresenta avanços recentes nos estudos sobre o cérebro e mostra métodos que podemos aplicar no dia a dia para adquirir uma sensação de controle sobre a maneira como organizamos nossos lares, nossos ambientes de trabalho e nossas vidas.

Não me lembro onde peguei a indicação desse livro, mas gosto da ideia de abordar a organização como ferramenta para gerenciar a quantidade de informações a que estamos expostos. Respondendo a pergunta da sinopse, eu concordo totalmente que a organização é o segredo.

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A Arte da Procrastinação,  John Perry

Sinopse: Pode soar contrário ao senso comum, mas funciona: você pode realizar muitas coisas deixando-as para depois. Essa é a filosofia apresentada no livro ‘A arte da procrastinação’. Se você é do tipo que reluta em entregar as coisas no prazo estabelecido, se distrai facilmente, navega na internet em vez de pagar as contas, ou é do tipo que compra o presente do seu amigo a caminho da festa, este livro vai mudar sua vida. Com uma linguagem simples e direta, John Perry nos mostra, por meio de exemplos práticos, como repensar a importância de nossos afazeres e conseguir realizar todos eles (e muito mais!), mesmo quando adiamos aquelas tarefas mais chatas. Prepare-se para descobrir estratégias efetivas e cientificamente testadas contra a procrastinação, mas lembre-se que, acima de tudo, é necessário aceitar sua tendência a deixar as tarefas para amanhã. Crie coragem, faça o que tem de ser feito, mas não deixe, é claro, de aproveitar o tempo que você perde.

Me parece interessante a proposta desse livro de apresentar estratégias para lidar com a procrastinação ao mesmo tempo em que afirma que para isso precisamos admitir que as vezes até gostamos de procrastinar.

O Milagre da Manhã, Hal Elrod

Sinopse: Conheça o método simples e eficaz que vai proporcionar a vida dos sonhos — antes das 8 horas da manhã! Hal Elrod explica os benefícios de acordar cedo e desenvolver todo o nosso potencial e as nossas habilidades. O milagre da manhã permite que o leitor alcance níveis de sucesso jamais imaginados, tanto na vida pessoal quanto profissional. A mudança de hábitos e a nova rotina matinal proposta por Hal vai proporcionar melhorias significativas na saúde, na felicidade, nos relacionamentos, nas finanças, na espiritualidade ou quaisquer outras áreas que necessitem ser aprimoradas.

Esse livro é bem conhecido e eu já tenho ouvido falar sobre ele tem um bom tempo. Mas sempre tive algumas ressalvas, principalmente porque eu não acordo cedo. Eu odeio acordar cedo. De acordo com o livro do Michael Breus que eu  falei lá em cima, meu cronótipo é Lobo. Eu simplesmente não funciono de manhã, não tenho energia e disposição. Mas por outro lado eu sou sempre a favor de rotinas e rituais que facilitem o nosso dia a dia. Minha curiosidade com o livro é ver se a proposta dele é aplicável mesmo para quem  não acorda cedo.

Menos é Mais, Francine Jay

Sinopse: Best-seller nos Estados Unidos, Menos é Mais é um guia divertido que chega para revelar os segredos de uma vida com menos consumo e mais plenitude. Na primeira parte do livro, Francine Jay discute os benefícios de viver com menos. Arrumar a casa e ter uma vida menos desordenada pode ser um desafio para a maioria das pessoas. A solução? Não se engane achando que precisa de mais coisas, como dezenas de caixas organizadoras. Pelo contrário: o caminho é perceber que precisamos de muito menos objetos do que somos levados a acreditar. Na segunda parte, a autora apresenta os Dez Passos que vão acabar com a bagunça da sua casa, e em seguida ensina a aplicar essas técnicas a todos os cômodos da casa, com instruções práticas e específicas para cada um deles. Por fim, Francine Jay dá dicas de como envolver a família inteira no estilo de vida minimalista – incluindo formas de fazer com que todos mantenham os novos hábitos, para que sua casa seja cada vez mais arrumada e sua vida muito mais serena!

Descobri esse livro pesquisando para o post da semana passada, sobre minimalismo. No post eu tentei trazer a ideia do minimalismo mais para o lado da gestão de tarefas, projetos, ideias. E admiti que em termos de posses materiais eu tenho sim certa dificuldade em ser minimalista. Tanto que o desapego proposto pela Marie Kondo, por exemplo, é extremo demais para mim. Quero ver se o argumento desse livro faz mais sentido no meu modo de vida.

Trabalho Organizado, Thais Godinho

Sinopse: Aprenda aqui o passo a passo para viver uma vida com menos estresse. Um dos grandes temas atuais quando se fala em trabalho é sobre a mobilidade e a possibilidade de trabalhar em formato home-office ou em qualquer lugar. No entanto, precisamos nos atentar também para a conectividade permanente. Sabendo que não tem volta, como podemos viver dessa forma e ainda assim manter a sanidade, a tranquilidade e as nossas escolhas positivas sobre o caminho que desejamos trilhar na vida? Como podemos desenvolver uma rotina de trabalho mais gentil conosco?

Eu já falei muito sobre a Thais por aqui. Eu acompanho o blog dela e leio tudo que ela escreve. Os dois livros anteriores foram muito bons e acredito que com esse não será diferente.

a arte da procrastinacao o milagre da manha menos e mais trabalho organizado

Esses são os livros que tenho interesse em comprar. Se já leram algum deles, me digam o que acharam. Se tiverem alguma sugestão de livro sobre organização, produtividade, desenvolvimento pessoal, empreendedorismo, deixem nos comentários para eu saber. Vocês também fazem listas assim? Tem planos para a Black Friday? Me contem!

Até mais,

Juliana Sales

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Minimalismo e Produtividade

Quando se fala em minimalismo, o que vem muitas vezes a nossa cabeça é a ideia de viver com o mínimo possível, se livrar de tudo que não é útil e viver só com o básico. Minimalismo até pode ser isso, mas não obrigatoriamente.

Já há algum tempo tenho ouvido e lido por aí sobre minimalismo e admito que a princípio não foi uma ideia que me atraiu. Como assim eu preciso me livrar das minhas coisas? Meus preciosos livros, minhas fotos, minha coleção de tampinhas de garrafa? (brincadeira, eu não tenho uma coleção de tampinhas de garrafa, foi só um exemplo). O fato é que todos nós temos apego com certos objetos, que por mais que não tenham nenhuma utilidade, são coisas que queremos manter conosco.

Mas minimalismo não é necessariamente isso. Por tudo que já li sobre o assunto, a minha ideia de minimalismo é: ficar com apenas o que é importante. E importante pode ser algo útil, necessário ou com valor emocional. Minimalismo é manter o importante e é você quem define o que é importante.

Nesse sentido, o conceito de minimalismo vem de encontro a uma premissa básica da organização: não se organiza tralha. Antes de se organizar você deve fazer um processo de classificação, para definir o que é tralha e o que não é. Tralha é o que você pode descartar, doar ou jogar fora. O que fica é o que tem importância e o que será organizado.

Sendo sincera, minimalismo ainda não é uma coisa que eu pratique no meu dia a dia, em termos de coisas materiais. Exceto pelo hábito que eu tenho de a cada três ou quatro meses fazer uma limpa no meu guarda roupas e doar o que eu não uso mais, quase não faço esse processo de desapego. Sei, por exemplo, que eu tenho muitos livros e não tenho a intenção de me livrar de nenhum deles. Também acho que tenho bolsas e sapatos mais do que o necessário, mas não é algo que eu considere desapegar.

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Foto de Thomas Quaritsch em Unsplash

Enfim, aonde eu quero chegar é que eu aplico o minimalismo na minha vida de outra forma, que não estritamente ligada a coisas materiais. O conceito para mim se refere mais a planos, projetos, ideias, tarefas e obrigações que eu assumo.

Quanto mais eu lia sobre minimalismo, mais comecei a pensar que o conceito é muito mais amplo do que consumir menos, comprar menos ou descartar objetos.  O que faz sentido para mim é usar tais recomendações para gerenciar minha mente, meu dia a dia, meu tempo e minhas tarefas.

Algumas situações em que eu procuro aplicar a ideia do minimalismo na minha vida:

  • eu sempre fui uma pessoa com mil e uma ideias e com vários planos. Tantos, que muitas vezes eu não fazia nada porque eram ideias de mais e tempo de menos. Eu dividia meu tempo entre tantas coisas diferentes, que acabava que nenhuma delas saía do lugar. Eu fazia várias coisas e não obtinha resultado nenhum. E isso é exatamente o oposto de ser produtivo. Continuo tendo mil ideias na cabeça? Sim! A diferença é que eu procuro identificar qual a mais importante no momento e me dedicar a ela.
  • além da minha profissão regular, tenho alguns projetos paralelos (inclusive o blog). Eu trabalho como autônoma, então minha rotina é bem variável. Em alguns períodos tenho vários clientes e vários projetos para gerenciar e em outros tenho bem menos trabalho. Isso, combinado com meus projetos extras, acaba ocupando boa parte do meu dia. Eu já cheguei a sacrificar horas de sono e de lazer para me dedicar à trabalho/projetos.  Hoje não faço mais. Minhas horas de descanso são intocáveis. Se isso significa recusar algum cliente ou ter que deixar algum projeto pessoal suspenso, paciência.
  • diretamente relacionado ao item anterior está a forma como organizo minhas tarefas e administro meu tempo. Procuro dividir bem as horas de descanso e as horas de trabalho. E no horário de trabalho, priorizo aquilo que é realmente importante: projetos com prazo de entrega, pendências, coisas urgentes que surjam eventualmente. Eu não tento encaixar na minha lista de tarefas uma quantidade absurda de coisas.

Tudo isso que eu falei tem relação direta com aprender a definir prioridades. Se minimalismo é manter o que é essencial, você deve ser capaz de identificar quais são as prioridades. Elas são as coisa essenciais que devem ser mantidas.

No final das contas, a ideia do minimalismo é uma só: simplificar. Isso implica em eliminar o excesso, as coisas desnecessárias e que acabam de atrapalhando e desviando seu foco. E isso vale tanto para um guarda roupas abarrotado onde você demora horas para achar uma peça (e as vezes nem acha) quanto para uma lista de tarefas cheia de atividades poucos importantes.

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Foto de Sebastian Bednarek em Unsplash

Algumas dicas para colocar todo esse conceito de minimalismo em prática para melhorar a sua produtividade:

  • identificar suas prioridades. Como já falei antes, para manter só o que é importante você precisa ter consciência do que é importante. Por isso a necessidade de saber quais são suas prioridades. E lembre-se, que tem 10 prioridades na verdade não tem nenhuma.
  • aprender a dizer não. Quando você conhece suas prioridades fica mais fácil dizer não para aquelas coisas que não fazem parte delas ou não contribuem para alcançar seus resultados. E isso inclui  tarefas que você pode delegar, responsabilidades que você assume mas não são suas, reuniões longas e desnecessárias.
  • organize o seu espaço de trabalho. Vale para sua mesa e para o seu computador. Mantenha a mão só o que você realmente usa no seu dia a dia. Mantenha no seu desktop apenas os ícones de uso frequente ou que você está trabalhando no momento.
  • elimine o máximo de distrações possível.  Ao sentar para escrever um relatório, por exemplo, silencie o celular. Desative as notificações de mensagens. Deixe aberto no seu computador só o que realmente está usando no momento.
  • faça um coisa de cada vez. Não seja multitarefa. Eu já falei muitas vezes por aqui o quanto e porque a multitarefa é prejudicial à produtividade (no link tem um post só sobre isso).

Eu quis trazer nesse post o conceito de minimalismo mais para a área de gerenciamento de tarefas, projetos e das coisas que influem na nossa produtividade. Acho importante lembrar  que a forma como cada um coloca o minimalismo em prática nunca será igual de uma pessoa para a outra. Isso porque ele foca no que é essencial, é essa percepção varia para cada indivíduo. O que é essencial para mim pode não ser para você e vice-versa.

Outra coisa importante é que quem está em busca de melhorar sua produtividade e quer adotar a mentalidade minimalista precisa também fazer uma autocrítica com relação a forma como tem buscando essa melhoria. É mais ou menos o que eu disse no post de alguns dias atrás sobre os fundamentos da produtividade. Ser produtivo é simples. Os três pilares que você deve cuidar para se manter produtivo são: tempo, energia e atenção.

A ideia do minimalismo complementa esse post onde eu falo sobre simplificar a busca pela produtividade. O ponto é que não adianta querer estudar, entender e usar todas as técnicas ao mesmo. Não adianta querer usar todos os aplicativos de organização e produtividade se você passa mais tempo no celular gerenciando esses aplicativos do que de fato fazendo tarefas ou se organizando. Não adianta também ler mil e um livros, encher sua cabeça de ideias e não colocar em prática. Deu para entender a ideia?

O que vocês acham do conceito de minimalismo, especialmente da forma como eu apresentei aqui? Parece uma boa ideia? Já aplicam algo parecido no seu dia a dia?

Até mais,

Juliana Sales

 

Mindfulness: aumente sua concentração e melhore sua produtividade

Acredito que quem acompanha o blog e lê os meus post com frequência, já percebeu um fato bem importante quando se fala de produtividade: estar ocupado é diferente de ser produtivo. Eu falei um pouco sobre isso nesse post sobre os mitos da produtividade. Produtividade tem haver com alcançar resultados, atingir metas. Então, se você passa o tempo todo atarefado mas não obtém resultados, não conclui as coisas, não realiza seus objetivos, então você não está sendo nada produtivo.

No mesmo post que eu linkei ali em cima, eu falo também que ser multitarefa, ao contrário do que se pensa, é prejudicial a produtividade. Isso porque você nunca está de fato focado em coisa nenhuma que você está fazendo, pois ao fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, seu cérebro alterna seguidamente entre elas, prejudicando seu foco e sua capacidade de concentração.

E todos sabemos que para conseguir realizar nossas tarefas de forma adequada precisamos nos manter concentrados. Eu já dei aqui no blogs dicas de como melhorar sua capacidade de concentração. A boa noticia é que é uma questão de treino: você pode trabalhar para aprender a ficar mais concentrado.

O Deep Work, por exemplo, é um conceito sobre a importância de fazer um trabalho focado, isto é, dedicar integralmente sua atenção as tarefas que você precisa fazer, especialmente aquelas que te fazem ser produtivo de verdade, ou seja, contribuem para chegar aos seu objetivos. Claro que é impossível se livrar totalmente das tarefas que apenas ocupam nosso tempo, mas a ideia é destinar mais tempo as tarefas importantes e dedicar atenção completa a elas no momento da execução.

No post de hoje, quero falar sobre Mindfulness. Traduzido ao pé da letra, significa atenção plena. No contexto da psicologia, é um estado mental que se caracteriza por focar a atenção no momento presente. Mindfulness representa um estado de concentração integral, focado unicamente no presente.Em termos aplicação, o mindfulness é uma ferramenta para manter o foco e evitar distrações. Mais do que isso, é uma prática que ensina a desconsiderar estímulos externos e serenar a mente.

O responsável pelo desenvolvimento desse conceito é o médico americano Jon Kabat-Zinn. Ele é especialista de meditação Zen e seu conceito de meditação não tem um sentido religioso: trata-se de algo que pode ser usado por qualquer pessoa, independente de cultura, religião ou sistema de crenças. O mindfulness, na realidade, não é uma forma de meditação, mas utiliza-se de alguns conceitos e práticas dela, que podem ser aplicados no dia a dia para aliviar o estresse, a ansiedade e melhorar a concentração.

A utilização do mindfulness como técnica para trabalharmos nossa capacidade de atenção é interessante pois tendemos a viver hoje, muitas vezes, de forma automatizada. Fazemos o que fazemos de forma quase mecânica, sem realmente prestar atenção no que estamos fazendo e porque está sendo feito. Vivemos com a mente dispersa e isso, além de atrapalhar a produtividade, aumenta a chance de trabalhos mal feitos, erros e até acidentes. Além de gerar, estresse, ansiedade, irritação.

folha escrito mindfulness em uma janela
Foto de Lesly Juarez em Unsplash

Vários são os benefícios de treinar e aplicar o mindfulness na nossa vida. Alguns deles ainda não possuem evidências científicas confiáveis o suficiente. Mas outros podem ser cientificamente comprovados, conforme este artigo escrito por Daniel Goleman, jornalista e autor do livro “Foco – a atenção e seu papel fundamental para o sucesso”:

  • Foco mais forte: existe menos distração para quem pratica rotinas regulares de mindfulness.
  • Se manter calmo em momentos de estresse: aqueles que praticam o mindfulness tem o cérebro menos afetado por gatilhos de estresse e também se recuperam mais rápido de acontecimentos estressantes.
  • Melhoria da memória
  • Melhoria do relacionamento interpessoal.

Treinar o mindfulness comprovadamente melhora nosso poder de concentração e só isso já é um grande fator contribuinte para sermos mais produtivos. Como foi dito, o mindfulness usa algumas técnicas de meditação. E você não precisa usar tais práticas apenas no trabalho. Usá-las no dia a dia é uma forma de estar constantemente focado, tornando-se cada vez mais fácil manter a concentração. A forma mais simples de começar a praticar o mindfulness é fazer um exercício de respiração. Tire alguns minutos, uma ou mais vezes ao dia, para se concentrar apenas na respiração.

O ideal é procurar um local silencioso e confortável e se concentrar na sua respiração ou nos seus batimentos cardíacos. Se não for possível sair da sua mesa de trabalho, não tem problema. Apenas silencie e preste atenção na sua respiração. Inspire e expire prestando atenção a cada movimento. Tenta usar a respiração diafragmática e não a torácica, isto é, movimente o abdômen durante os movimento de inspiração e expiração. A respiração diafragmática, inclusive, é uma técnica de relaxamento muito recomendada para controle de crises de ansiedade e pânico.

Talvez, a princípio tenhamos uma certa desconfiança, pois se trata de algo extremamente simples. Ou talvez porque a associação com meditação possa parecer algo de cunho religioso, místico ou esotérico. Mas veja bem: se você é uma pessoa totalmente dispersa e que não consegue se concentrar, tem que começar aos poucos a treinar e exercitar sua concentração. Sinceramente, qual a chance de você conseguir ficar 1 hora concentrado no seu trabalho se você não consegue se concentrar apenas por alguns minutos na sua própria respiração?

Além disso, os resultados são cientificamente comprovados. O neurocientista e pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison, Richard J. Davidson, já conduziu diversos estudos na área. Em um deles, ao monitorar o cérebro durante exercícios de meditação, foi observado uma grande atividade do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pela atenção, raciocínio e controle das emoções.

O quadro abaixo apresenta uma rotina de práticas de mindfulness para iniciantes. Eu fiz uma tradução livre e o conteúdo original, em inglês, está aqui.

Mindfulness post blog produtivamente

Claro que você não precisa necessariamente seguir esses horários ou fazer exatamente essas atividades. São apenas ideias e sugestões de como praticar o mindfulness ao longo do dia, de modo que seja cada vez mais fácil se colocar em um estado de atenção plena, com concentração total. Mas se você quiser apenas fazer os exercícios de respiração algumas vezes durante o dia, está valendo, já é um bom começo.

Como sempre, os comentários e o e-mail estão abertos para que vocês me contem o que acharam do conceito de mindfulness, se tem interesse em praticar, se acham que podem ajudar. O blog também é feito dessa troca de ideias.

Até mais,

Juliana Sales

Os 3 fundamentos da produtividade

Escrevendo um blog sobre produtividade e organização há pouco mais de um ano, frequentemente eu me deparo com comentários do tipo “eu não consigo me organizar”, “eu não consigo ser produtivo”.  Eu já falei sobre isso aqui, nesse post onde eu proponho uma reflexão para quem não consegue se organizar e também nos posts que eu já fiz sobre mitos da organização e mitos da produtividade, onde eu digo que acreditar nos tais mitos pode ser o que te impede de ser organizado/produtivo.

Mas tem um outro tipo de comentário que eu já vi algumas vezes e que sempre me deixa pensativa. Recentemente eu li mais um comentário assim e me dei conta que talvez fosse um bom assunto a se abordar aqui no blog. Eu me refiro aquelas pessoas que querem ser produtivas, leem sobre o assunto, estudam vários métodos, mas não obtém resultados. A impressão é que quanto mais se estuda, quanto mais técnicas se conhece, mais confusa a situação fica.

E isso me deixa pensativa justamente porque é oposto do meu objetivo com esse blog. Eu tento trazer aqui o maior número possível de métodos e técnicas, para que quem me lê tenha um amplo leque de opções, para que cada um consiga encontrar um método que lhe atenda, que se adapte a sua rotina e a sua vida.

A questão é que, talvez, para quem não está conseguindo ter resultados, conhecer e testar um monte de métodos pode realmente desmotivar ainda mais a pessoa, uma vez que ela parece estar tentando tudo e nada dá certo.

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Como usar a metodologia OKR para alcançar suas metas

A metodologia OKR  é muito conhecida no ambiente empresarial. Diversas empresas famosas e bem sucedidas, tais como o Google, o Twitter, o Walmart,  a utilizam para criar um plano estruturado para alcançar suas metas. OKR pode ser definido como um conjunto de objetivos que, ao serem alcançados, contribuem para os objetivos macro de uma organização (fonte).

O OKR nada mais é do que um processo de definição de metas simples e que permite alinhar e engajar todos os funcionários em busca de atingir as metas estabelecidas. O conceito foi criado por Andy Grove, CEO da Intel nos anos 70. No final dos anos 90 a metodologia se tornou conhecida quando  John Doerr, um investidor em empresas de tecnologia, a apresentou ao pessoal do Google.

A ideia do uso do OKR nas empresas é traçar uma política efetiva de cumprimento de metas. Entretanto, metas não são exclusividade de empresas. Todos nós temos nossas metas pessoais. E se uma metodologia é boa o bastante para ser usada por empresas conhecidas para bater suas metas, nada impede que ela possa ser usada em termos pessoais, para nos ajudar a alcançar nossas metas particulares.

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